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Ambição da geração Z transforma o mercado de trabalho

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Foto: Divulgação UniCesumar / Shutterstock

Uma pesquisa publicada em 2024 pelo Instituto da Oportunidade Social (IOS), intitulada de “GenZ além dos rótulos”, revelou as preferências e tendências do mercado de trabalho para os jovens brasileiros da geração Z – nascidos entre 1997 e 2010.

O estudo mostrou que eles, entre os entrevistados, 64% almejam cargos de liderança e 40% têm interesse em empreender. Áreas como Tecnologia, Publicidade, Administração e Psicologia estão listados nos caminhos que pretendem seguir profissionalmente.  

Gabriela Momesso, com 21 anos de idade e formada em Comunicação e Multimeios, é um caso de sucesso da Geração Z no mercado de trabalho.

Logo no primeiro semestre da faculdade, ingressou na Prefeitura de Maringá como estagiária, auxiliando na produção de conteúdo para as redes sociais. Após um ano, Momesso foi promovida à Assessora de Conteúdo, e, depois de apenas alguns meses, à Gerente de Conteúdo. 

A comunicóloga conta que sempre trabalhou com dedicação e proatividade, buscando ir além das responsabilidades que eram atribuídas a ela. 

“Valorizo um ambiente de trabalho leve e harmonioso, onde cada pessoa tem clareza sobre suas responsabilidades. Acredito que a colaboração e o respeito são essenciais. Defendo a ideia de que todos, independentemente da idade ou tempo de experiência, podem ensinar e aprender uns com os outros”, conta Momesso

Segundo Fábio Iba, coordenador do curso EAD de Recursos Humanos da UniCesumar, o empreendedorismo é uma tendência presente nos planos dos jovens da Gen Z, e que começa a partir da tendência dos “side hustles”, que são outros trabalhos ou projetos pessoais que são feitos fora do emprego principal, com o objetivo de complementar a renda ou perseguir interesses pessoais.

“Segundo a pesquisa da Consultoria McKinsey, 73% dos jovens da Geração Z desejam iniciar um side hustle, o que corrobora com o interesse deles em empreender. Essa é uma boa maneira de começar, pois concilia com o trabalho primário, garantindo mais segurança. Enquanto isso, as empresas estão adotando modelos de trabalho mais flexíveis, como horários adaptáveis e trabalho remoto para acomodar as necessidades dos funcionários e aproveitar as habilidades adicionais que eles desenvolvem em seus projetos paralelos”, explica o professor. 

Iba pontua ainda que, para atender a essas demandas, empresas e instituições de ensino precisam adaptar seus programas, oferecendo capacitação em habilidades híbridas que combinem competências técnicas e interpessoais. 

 Considerando o olhar do empregador, uma pesquisa realizada pelo LinkedIn em 2023 com 1.243 líderes empresariais, mostrou que 45% deles consideram a Geração Z “difícil de gerenciar”.

Dentre os principais motivos descritos estão: a percepção de falta de lealdade; expectativas elevadas de progressão rápida na carreira e preferência por estruturas organizacionais menos hierárquicas e mais flexíveis. 

Porém, para Iba, a Geração Z também apresenta diversas qualidades que podem contribuir com as empresas, como alta adaptação à tecnologia e mudanças, mentalidade inovadora e foco em aprendizado contínuo.

Por outro lado, trazem consigo grandes desafios, por exemplo, impaciência com processos burocráticos e falta de experiência prática.

“Essas características podem exigir maior investimento em treinamentos por parte das corporações. Empresas que reconhecem essas características e oferecem suporte adequado podem aproveitar o potencial inovador dessa geração”, completa Iba

A psicóloga e professora do curso de Psicologia da UniCesumar, Isla Gonçalves, destaca alguns comportamentos da Geração Z no ambiente de trabalho.  

  • Processa informações rapidamente;
  • Expressa mais suas opiniões;
  • Respeita e exigem respeito;
  • Valoriza a entrega mais do que as convenções.

Ela avalia que o desejo do jovem da Geração Z em ser líder é uma consequência do mundo da conexão, onde o excesso de informações pode causar a ilusão de aptidão para atividades diversas.

“Isso resulta numa sede de poder e um fortalecimento da autoestima. Por isso, o perfil de liderança que a Geração Z vai se identificar é o modelo de parceria, de ações que demonstram humildade igualitária, valorização de pensamentos e opiniões e a racionalidade. Esses jovens acreditam na assertividade de seus pensamentos e conclusões porque conseguem embasá-los”, conclui Gonçalves

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