A região da grande Curitiba fechou o mês de janeiro com 72.050 admissões, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho.
Segundo o levantamento, no período, foram registradas 64.250 demissões, resultando em um saldo positivo de 7.800 empregos formais.
Do total de admitidos, 56,31% eram homens e 43,69% eram mulheres. A maior parte (65,54%) tinha ensino médio completo e idades entre 18 e 24 anos (27,67%).
O setor que mais contratou em janeiro, na região, foi o de serviços com 42.153 admissões, correspondendo a 58,51% do total. Em seguida, o setor do comércio registrou 13.899 contratações, o que corresponde a 19,29% do total.
Entre os municípios da região, Curitiba foi o que mais contratou, com 51.193 admissões no período, seguido por São José dos Pinhais (5.888) e Pinhais (2.720). Os três também foram os municípios com maior número de demissões, com 45.138, 5.479 e 2.311, respectivamente.
Os municípios da região são: Almirante Tamandaré, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais, Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Cerro Azul, Doutor Ulysses e Tunas do Paraná.
Em todo o país, foram registradas 2.271.611 admissões no mês de janeiro. De acordo com o levantamento, foram 2.134.308 demissões, resultando em um saldo positivo de 137.303 empregos formais.
O Caged aponta ainda que o setor de serviços foi o que mais contratou, com 2.271.611 empregos criados, seguido pelo setor do comércio, que registrou 494.527 admissões.
Em relação às contratações temporárias, o Caged de janeiro mostra que foram feitas 92.845 admissões em todo o país.
O setor que mais contratou foi o de serviços, com um total de 92.604 admissões puxadas, principalmente, pelo setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
No Paraná, foram 11.944 contratações na modalidade, sendo 10.703 na região da capital.
A previsão da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) é de que cerca de 800 mil contratos temporários sejam gerados no primeiro trimestre do ano. Ainda segundo a instituição, em 2024 foram geradas 2,4 milhões de oportunidades no mercado de trabalho nessa categoria.
A especialista em mercado de trabalho temporário Lorena Cavalieri Rocha, gerente regional da Employer Recursos Humanos, destaca a importância desse tipo de contratação tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.
“O trabalho temporário é uma excelente alternativa para quem busca experiência profissional e uma renda imediata, além de representar uma solução estratégica para as empresas que precisam atender demandas sazonais sem comprometer sua estrutura fixa”, explica.
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado.
Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período.
Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.