Economia PR - Estratégia tributária de Curitiba vira caso de sucesso na disputa por grandes eventos

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Estratégia tributária de Curitiba vira caso de sucesso na disputa por grandes eventos

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Foto: Wendy Wei de Pexels/Canva

O Brasil nunca esteve tão musical. Depois de anos de restrições sanitárias, o calendário cultural voltou a pulsar, e 2025 confirma a retomada em grande estilo.

Só em 2024, segundo levantamento da Bananas Music, o país registrou mais de 360 festivais, uma alta de 20% em relação ao ano anterior. A previsão para este ano é de estabilidade, sinal claro de que o setor encontrou fôlego para sustentar um novo patamar.

Em São Paulo, o epicentro dessa movimentação, os números impressionam! No primeiro semestre de 2025, a cidade recebeu cerca de 4 mil eventos, um crescimento de 59% frente ao mesmo período de 2024. O recorte de shows e festivais chama ainda mais atenção: o volume quase dobrou, saltando de 1.492 para 2.981 apresentações em apenas seis meses.

E um reforço chega também no campo das políticas públicas. A Reforma Tributária (PLP 68/2024) prevê redução de 60% nas alíquotas de impostos (IBS e CBS) para atividades culturais e artísticas em todo o país.

Na prática, ingressos de shows, espetáculos teatrais, desfiles carnavalescos, exposições e até direitos autorais passam a ter um alívio fiscal, medida que promete baratear custos e impulsionar ainda mais a produção cultural.

Se São Paulo lidera em volume, Curitiba desponta como exemplo de estratégia local. A capital paranaense adotou uma política de incentivo tributário para eventos, tornando-se mais competitiva na disputa por grandes atrações. O reflexo é imediato: os produtores encontram custos menores, o público ganha novas opções de lazer, e a economia local é turbinada pelo turismo.

Mas, diante dessa explosão de shows e festivais, cresce também a preocupação com a experiência do público. Cancelamentos de voos, perda de bagagem, problemas de saúde ou até mesmo o cancelamento de um show podem transformar diversão em dor de cabeça.

É aí que entra o papel dos seguros de viagem. Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, lembra que a contratação de um seguro completo é tão importante quanto garantir o ingresso.

“O ideal é que o plano contemple emergências médicas, reembolso por cancelamentos e extravio de bagagem”, recomenda.

Ele também sugere atenção redobrada às políticas de troca e reembolso dos ingressos, que variam conforme cada festival, e alerta para a importância de escolher passagens e hospedagens com condições flexíveis.

Mesmo em caso de imprevistos, Reichenbach aponta que o público pode aproveitar a viagem de outras formas. São Paulo, por exemplo, oferece uma cena gastronômica, cultural e turística tão ampla quanto sua programação musical.

E a recomendação final é simples, mas eficaz!

“Deixe a playlist pronta, mas também os comprovantes organizados. Acompanhe as informações oficiais do evento nas redes sociais, esteja atento a mudanças de última hora e, acima de tudo, viaje protegido. Com planejamento e segurança, a experiência será inesquecível.”

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