O avanço dos consórcios como ferramenta de construção patrimonial no Brasil tem revelado um movimento silencioso, porém determinante, a ascensão de mulheres que deixaram carreiras tradicionais para atuar como consultoras e educadoras financeiras.
Elas se tornaram protagonistas em um mercado que movimentou R$ 191,11 bilhões em créditos imobiliários em 2024, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), e que passa por uma transformação estrutural da compra parcelada para a estratégia de alavancagem e planejamento de longo prazo.
Uma das vozes desse movimento é Cíntia Araújo, 40 anos, formada em Ciências Contábeis e com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria.
Natural de Marialva, ela administra uma carteira superior a R$30 milhões e encontrou na Monteo Investimentos o espaço para alinhar conhecimento técnico e propósito.
“Descobri que meu trabalho pode mudar vidas. Planejar o futuro das pessoas, dar tranquilidade financeira e mostrar caminhos seguros é algo que me realiza profundamente”, afirma.
Após quase três anos na empresa, Cíntia afirma ter vivido uma virada profissional e pessoal.
“Venho da área bancária e aqui pude, de fato, exercer o que acredito: educação financeira acessível, estratégia e cuidado.”
Essa virada também marca a trajetória de Aline Caroline Sanches Lopes, 40 anos, consultora com formação em Marketing e especialização em Gestão de Investimentos.
Com R$10 milhões sob gestão, ela afirma que seu trabalho é uma extensão de seu propósito.
“Meu objetivo é ajudar as pessoas a construírem caminhos seguros para realizar seus sonhos. Quando organizamos a vida financeira, abrimos espaço para estabilidade, liberdade e qualidade de vida”, diz.
No mesmo ecossistema, a economista e contadora Thaty Viegas, 34 anos, economista, é outro exemplo de mobilidade social construída pelo conhecimento financeiro.
Com R$ 65 milhões em carteira, ela veio de uma família simples e acumulou 17 anos de experiência, 14 deles na área de gerência empresarial até decidir migrar para o mercado de investimentos.
“Entendi que eu poderia mudar minha realidade e a de outras pessoas. Estar na Monteo mudou não só minha vida financeira, mas também minha percepção sobre pertencimento. É um ambiente que nos ensina a crescer ajudando uns aos outros”, afirma.
Segundo Thaty, a transformação gerada pelo trabalho das consultoras vai além da técnica. “O impacto que entregamos é a visão de um futuro mais seguro e próspero. Mudar a mentalidade de curto prazo e fortalecer o planejamento financeiro das famílias é o que realmente transforma.”
Para Juciel Oliveira, CEO e fundador da Monteo Investimentos, a presença dessas profissionais indica uma mudança profunda no setor.
“Elas representam uma nova fase do mercado de consórcios, em que o consultor deixa de ser vendedor e passa a ser educador. São mulheres que traduzem finanças de forma clara, humana e estratégica, permitindo que famílias que nunca pensaram em investir passem a construir patrimônio com método e segurança”, afirma.
O executivo ressalta que o avanço dessas consultoras também reflete a transformação do perfil do investidor brasileiro.
“Quando mulheres com trajetórias diversas alcançam posições de liderança no setor financeiro, elas abrem portas para milhares de outras famílias. O impacto é multiplicador, elas constroem patrimônio próprio e mostram, na prática, que educação financeira é um caminho possível para todos”, conclui.