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Estudantes criam curativos biodegradáveis e destacam inovação do PR

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Foto: Divulgação/Biopark

A acne, problema comum na vida de muitos adolescentes, virou tema de pesquisa científica de um grupo de estudantes do interior do Paraná. A partir de testes em laboratório, estudos sobre plantas medicinais e experimentações orientadas, eles desenvolveram curativos biodegradáveis com ativos naturais, uma solução inovadora que uniu saúde, sustentabilidade e ciência aplicada ainda na escola.

A experiência, vivenciada por jovens que participam da Academia Donaduzzi, instalada no Biopark, em Toledo, resultou em um projeto reconhecido em feiras científicas de alto nível, com a conquista de três medalhas de ouro, uma medalha de prata na Feira do Núcleo de Altas Habilidades da Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED) e ficou entre os 10 projetos finalistas da Maratona de Empreendedorismo Jovem, conquistando uma imersão em São Paulo.

A proposta consiste em curativos de baixo custo e fácil acesso, produzidos com ativos naturais extraídos de plantas e cascas com compostos bioativos, explorando propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas, cicatrizantes e calmantes para auxiliar no tratamento da acne.

O projeto é um dos destaques de 2025, ano em que a Academia Donaduzzi encerra com mais de 25 premiações obtidas por seus estudantes em olimpíadas do conhecimento, feiras científicas e mostras de inovação no Brasil e no exterior. Os resultados evidenciam o potencial de um modelo educacional baseado em metodologias ativas, aprendizagem prática e estímulo às aptidões individuais, no qual o aluno assume um papel central no processo de aprendizagem.

Criada em 2018 como um projeto de robótica e ciência, a Academia passou a integrar o ecossistema do Biopark em 2021 e hoje atende quase 500 estudantes, de 4 a 17 anos, provenientes do município de Toledo e 30 delas de outras cidades, todas no contraturno escolar.

A estrutura conta com 12 eixos temáticos e cerca de 60 módulos, permitindo que cada criança ou adolescente escolha até três atividades por dia conforme seus interesses, favorecendo o engajamento e o desenvolvimento do pensamento científico desde cedo.

Cada módulo aprofunda um tema específico dentro de uma área do conhecimento — como astronomia, robótica, gastronomia, cultura, microbiologia ou esportes — e inclui objetivos definidos, atividades práticas e a elaboração de produtos ou entregáveis, como protótipos, apresentações, relatórios ou participação em olimpíadas e eventos.

Além dos curativos biodegradáveis, outros projetos de impacto social marcaram o ano, como a Cadeira de Rodas Inteligente, premiada com medalha de prata na Feira do Núcleo de Altas Habilidades da Secretaria de Educação do Estado do Paraná.

A solução utiliza algoritmos de reconhecimento facial para interpretar movimentos do rosto e comandar o deslocamento do equipamento por meio de um aplicativo, ampliando a autonomia de pessoas com limitações motoras e aproximando tecnologias assistivas de regiões fora dos grandes centros urbanos.

Os estudantes também se destacaram em olimpíadas nacionais. Na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), conquistaram o 1º lugar entre as escolas particulares do Paraná. Na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), em seu primeiro ano de participação, somaram oito medalhas.

Já na Olimpíada de Português, seis alunos foram premiados, com índice de aprovação para a segunda fase três vezes superior à média nacional. Na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), a equipe conquistou dez medalhas.

Para o coordenador da Academia, Gustavo Klein, o diferencial está em permitir que crianças e adolescentes explorem diferentes áreas do conhecimento por meio de oficinas práticas que vão da robótica à gastronomia e marcenaria, passando também pelas artes e pelos esportes.

“Quando o aluno coloca a mão na massa e percebe o impacto do que produz, o aprendizado ganha significado e propósito”, afirma.

Ao transformar a escola em um ambiente de pesquisa, experimentação e inovação, a Academia Donaduzzi se consolida como um case nacional de educação científica aplicada, mostrando que é possível formar jovens pesquisadores e desenvolver soluções relevantes para a sociedade ainda na educação básica.

“O investimento em ambientes de contraturno voltados à ciência aplicada, à inovação e ao desenvolvimento da autonomia dos estudantes reflete o nosso compromisso com uma formação conectada aos desafios reais da sociedade. Esses resultados são fruto de iniciativas educacionais estruturadas, com propósito e método, conduzidas por um corpo docente de excelência, capaz de gerar impacto consistente e duradouro”, afirma Paulo Rocha, vice-presidente do Biopark Educação.

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