O ano de 2026 começa a se desenhar como um dos ciclos mais relevantes da última década para investimentos estratégicos, fusões e aquisições. Após um período de ajustes macroeconômicos, os investidores entram nesse novo ciclo com mais liquidez, maior seletividade e uma tese clara: crescimento com previsibilidade, eficiência operacional e capacidade de escala.
Não é sobre apostar em qualquer negócio. É sobre escolher setores que combinam demanda estrutural, margens defensáveis e potencial de consolidação.
Abaixo, estão os setores que aparecem de forma recorrente nos relatórios de fundos, bancos de investimento e consultorias globais como os mais atrativos para 2026.
1. Tecnologia e software B2B
Tecnologia continua liderando o interesse dos investidores, mas com uma mudança importante de foco. O capital está migrando de promessas de crescimento acelerado para empresas com software crítico para operação, receita recorrente e churn controlado.
Softwares de gestão, ERPs verticais, plataformas de dados, cibersegurança, automação e soluções baseadas em IA aplicada ao negócio seguem no radar.
Segundo a PwC Global M&A Industry Trends, tecnologia e software representam consistentemente o maior volume de deals globais, especialmente no segmento B2B.
No Brasil, investidores internacionais têm mostrado interesse especial por empresas de tecnologia que atuam em nichos específicos e com forte presença regional, justamente por enxergarem espaço para consolidação.
2. Saúde e serviços médicos
Saúde é um dos setores mais estratégicos para 2026: envelhecimento da população, aumento da demanda por serviços médicos e pressão por eficiência tornam o setor altamente atrativo para fundos de private equity e investidores estratégicos.
Clínicas especializadas, laboratórios, redes de diagnóstico, empresas de tecnologia médica e serviços de apoio à saúde estão entre os ativos mais disputados.
De acordo com a Bain & Company Global Healthcare Private Equity Report, o setor de saúde permanece entre os três maiores destinos de capital de private equity no mundo.
No Brasil, o mercado ainda é fragmentado, o que cria oportunidades claras de M&A e consolidação.
3. Agronegócio e cadeia alimentar
O agro segue como um dos pilares da economia brasileira e um dos setores mais observados por investidores globais. Mas o interesse vai além da produção primária.
Empresas ligadas à logística, armazenagem, processamento, tecnologia agrícola, insumos e serviços financeiros para o agro estão no centro das teses de investimento.
Segundo a McKinsey, a segurança alimentar e a eficiência da cadeia produtiva são temas estratégicos globais até 2030, o que sustenta o interesse contínuo no setor.
O Brasil, como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, ocupa posição central nesse movimento.
4. Energia, infraestrutura e transição energética
Energia voltou ao centro das decisões estratégicas. Não apenas petróleo e gás, mas principalmente energia renovável, infraestrutura logística, saneamento, transmissão e armazenamento de energia.
Relatórios da KPMG Global Energy M&A Outlook mostram que a transição energética e a necessidade de modernização da infraestrutura estão direcionando volumes crescentes de capital para o setor.
No Brasil, concessões, parcerias público-privadas e ativos privados ligados à infraestrutura seguem atraindo fundos de longo prazo, especialmente investidores institucionais e estrangeiros.
5. Serviços financeiros, fintechs e meios de pagamento
Apesar de um período de ajustes no valuation das fintechs, o setor continua altamente relevante. O foco agora está em empresas financeiramente sustentáveis, com base de clientes consolidada, boa gestão de risco e produtos claros.
Meios de pagamento, crédito estruturado, infraestrutura financeira e soluções B2B para o sistema financeiro seguem como alvos prioritários.
De acordo com a BCG Global Payments Report, o mercado de pagamentos continua crescendo globalmente, mesmo em cenários econômicos mais desafiadores.
6. Educação, serviços profissionais e empresas baseadas em recorrência
Setores tradicionalmente vistos como menos interessantes ganharam destaque entre investidores por um motivo simples: previsibilidade de receita.
Educação privada, empresas de serviços profissionais, contabilidade, consultorias especializadas e negócios baseados em contratos recorrentes entram cada vez mais no radar. Esses setores permitem ganhos de escala, padronização e consolidação.
Relatórios da PitchBook indicam crescimento do interesse de private equity por serviços B2B com receita recorrente, especialmente em mercados emergentes.
O que todos esses setores têm em comum?
Apesar de atuarem em mercados diferentes, os setores mais procurados por investidores em 2026 compartilham algumas características claras:
- demanda estrutural e não apenas cíclica;
- potencial de consolidação em mercados fragmentados;
- geração de caixa previsível;
- possibilidade de escala com governança e processos;
- menor dependência do fundador.
Mais do que o setor em si, o investidor está comprando modelo de negócio, estrutura e capacidade de crescimento sustentável.
Empresas que entendem isso deixam de competir apenas por faturamento e passam a competir por valor percebido. É aí que surgem os múltiplos mais altos, os melhores compradores e as transações bem-sucedidas.
2026 não será sobre “qualquer crescimento”. Será sobre crescimento bem estruturado.
Os setores mais procurados pelos investidores refletem uma busca clara por negócios resilientes, escaláveis e preparados para operar em um ambiente mais exigente.
Para o empresário, o recado é direto: estar em um setor atrativo ajuda, mas estar preparado é o que define se o capital chega ou não.
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