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Como Lucas Veiga transformou experiência militar em empreendedorismo

Lucas Veiga Tagbit Economia PR
Foto: Arquivo pessoal

O serviço militar, cujo alistamento é obrigatório para jovens recém saídos da adolescência, pode representar para muitos a oportunidade de amadurecimento. O que inclui identificar habilidades, competências e descobrir caminhos profissionais. Foi o que aconteceu com o hoje empresário Lucas Veiga de Oliveira, de Curitiba.

Sua experiência no Exército Brasileiro, onde permaneceu por seis anos, mostrou-se reveladora e decisiva para sua trajetória. O período foi fundamental para o desenvolvimento de competências que mais tarde se tornariam base de sua atuação empreendedora.

“Fui soldado. Exercendo inicialmente a função de suporte na seção de TI de uma unidade regional de manutenção, depois a de auxiliar de ordens do comandante do quartel”, relata.

À época, Lucas também ingressou no curso de Tecnólogo em Análise de Sistemas. Segundo ele, essa vivência despertou uma vocação clara.

Tecnologia, inovação, comunicação e marketing passaram a fazer sentido”, explica, destacando que também se revelou um espírito empreendedor ao longo do processo.

Um dos principais aprendizados desse período foi a prática da escuta ativa. O conceito, segundo Lucas, pressupõe disposição genuína para ouvir com atenção e empatia, buscando compreender o outro antes de responder.

Mais do que apenas saber ouvir, a escuta ativa envolve diálogo e ação. A rotina como auxiliar de ordens no Exército evidenciou o quanto essa habilidade era essencial para a resolução de problemas e a tomada de decisões no dia a dia.

Para esse aprendizado, o exemplo de liderança foi determinante. Lucas relembra que acompanhou de perto a atuação do diretor do quartel à época, que reforçava a importância da escuta. Foi também esse diretor quem o incentivou a empreender.

“Ele me fez perceber que eu não tinha perfil para trabalhar em um escritório para terceiros”, conta.

A partir disso, Lucas passou a olhar com mais clareza para a construção de um negócio próprio.

A primeira experiência empreendedora foi a criação da startup Projeto EVA, acrônimo para Equipamento de Visão Ampliada. O projeto envolvia o desenvolvimento de um equipamento optrônico baseado em realidade virtual para uso em viaturas blindadas.

A startup operou entre 2017 e 2019, mas a concepção inicial surgiu ainda em 2016, durante o período no Exército. “Foi ali que iniciei a parte conceitual”, explica.

Ao migrar definitivamente para o empreendedorismo, Lucas levou consigo a premissa da escuta ativa. Buscou aprofundar conhecimentos em comunicação, marketing e vendas, realizando, entre outras formações, cursos da RD Station.

Em 2019, fundou a Tagbit, agência da qual é CEO. Com sede em Curitiba, a empresa tem na escuta ativa o principal diferencial competitivo, segundo o próprio Lucas.

A opção por empreender em comunicação e marketing ganhou força após desafios enfrentados na startup anterior. Foi durante o período em que esteve acelerado na Hotmilk que identificou uma lacuna no ecossistema.

“Convivendo com startups e com o ecossistema de inovação, percebi a dificuldade que muitas empresas tinham em se comunicar com seus públicos”, pontua.

A escuta ativa e o conhecimento do ecossistema permitem à Tagbit compreender com profundidade as dores, anseios e objetivos de cada cliente. A partir disso, as soluções desenvolvidas são personalizadas, respeitando as particularidades de cada negócio.

Segundo o CEO, a escuta ativa se transforma em base para a criatividade. Uma criatividade que busca ser disruptiva, mas com impacto mensurável nos resultados.

A agência atua junto a startups que precisam escalar com clareza, hubs que buscam atrair parceiros e destacar programas, fundos que desejam se tornar mais acessíveis e negócios com base inovadora que querem refletir isso em sua comunicação.

A construção de posicionamento, aliada à geração de visibilidade e à demonstração de resultados, orienta as estratégias desenvolvidas pela Tagbit.

“No mercado de inovação, comunicar bem é crescer melhor. É isso que faz a diferença”, conclui o CEO.

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