O aluguel residencial em Curitiba manteve o cenário de alta de preços ao longo de 2025. Na média do ano, o valor cobrado pela locação na capital foi de R$ 2.164, crescimento de 12,2% no comparativo com 2024 e de 29,6% em relação a 2023.
As médias trimestrais também registraram aumento, ficando 16,2% acima da marca de 2024 e 32,6% superiores à registrada entre os meses de outubro e dezembro de 2023.
Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR).
“Curitiba ainda é uma cidade considerada barata frente ao que oferece em termos de infraestrutura para seus moradores, como universidades, shoppings e hospitais, por exemplo. Mesmo com as altas, os valores seguem abaixo dos praticados em outras capitais”, avalia Marilia Gonzaga, vice-presidente de Locação e Administração de Imóveis do Secovi-PR.
Assim como os preços, a média anual da Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial também apresentou avanço, porém mais moderado.
O índice ficou em 21,5% em 2025, resultado 0,3 ponto percentual superior ao de 2024. No recorte mensal, no último mês de dezembro o LSO foi de 19,3%, 1,6 p.p acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Entre as tipologias de imóveis, os melhores desempenhos de locação foram registrados pelos studios, que tiveram 17,4% de sua oferta locada, crescimento de 6,3 pontos percentuais. Na sequência, aparecem os sobrados em condomínio fechado, cujo LSO avançou de 9,4% para 14,9% entre novembro e dezembro de 2025.
“Na média mensal, um a cada cinco imóveis ofertados é alugado. A oferta está baixa e, se esse cenário se mantiver, os preços tendem a seguir em alta, garantindo retorno aos investidores”, projeta Luciano Tomazini, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR.
Bairros mais procurados
Entre os endereços mais buscados por quem alugou um imóvel em Curitiba, em dezembro, o Centro lidera concentrando 13,9% das negociações residenciais e 32,4% das destinadas ao uso comercial.
Depois dele, ainda para finalidade comercial, aparecem Água Verde e Vila Izabel (7,4%), Boa Vista e São Francisco (5,9%), além de Batel, Rebouças e Sítio Cercado (todos com 4,4%).
Já para moradia, o segundo bairro mais procurado foi o Água Verde (6,7%), seguido de Portão (3,8%), Campo Comprido e CIC (com 3,6% cada), Novo Mundo (3,4%), Rebouças e Santa Cândida (ambos com 3,2%).
A inadimplência dos inquilinos, por sua vez, segue estável, na casa de 1%.
O resultado reflete o investimento das imobiliárias na análise criteriosa, segura e confiável, que contribui para qualificar os locatários e, consequentemente, para prevenir atrasos no pagamento do aluguel superiores a 30 dias.