Pesquisar

5 ajustes que as PMEs precisam organizar no primeiro semestre

PME semestre reforma tributária Economia PR
Foto: Jakub Zerdzicki / Pexels

A Reforma Tributária deixou de ser apenas uma discussão de longo prazo e passou a impactar diretamente a rotina das empresas em 1º de janeiro de 2026, quando o Ministério da Fazenda e a Receita Federal tornaram obrigatória a inclusão de novos tributos na emissão da Nota Fiscal eletrônica para companhias enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido.

A mudança faz parte do cronograma oficial do governo federal e marca, até agora, a etapa mais concreta da Reforma para as pequenas e médias empresas.

O desafio, no entanto, é a adaptação. Segundo dado divulgado nesta semana pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), mais de 80% das empresas enquadradas no Regime Normal ainda não conseguiram concluir corretamente as parametrizações necessárias para atender às novas exigências fiscais.

O número acende um alerta para 2026, ano que concentra as próximas fases da Reforma e exige maior organização interna das PMEs.

“2026 é um ano-chave porque a Reforma Tributária começa a interferir diretamente na operação das empresas, e não apenas no planejamento. As PMEs precisam organizar dados fiscais, revisar processos e alinhar a gestão com o contador para evitar erros recorrentes e retrabalho nos próximos meses”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys,  plataforma de gestão voltada para micro e pequenos negócios.

Na prática, a mudança vai além de incluir novos campos na nota fiscal. Ela exige que a empresa tenha controle sobre informações tributárias, fluxo de dados bem definido e clareza sobre como os impostos impactam o dia a dia do negócio.

Sem essa organização, o risco não está apenas em autuações futuras, mas também em perda de eficiência operacional e dificuldade de crescimento.

Segundo o CEO, há alguns pontos práticos que as pequenas e médias empresas precisam organizar desde já para atravessar a Reforma Tributária com mais segurança e previsibilidade:

1. Ajustar a emissão da nota fiscal às novas regras

    Conferir se os novos tributos estão corretamente configurados na nota fiscal e se os valores seguem o padrão exigido pela Receita Federal.

    2. Centralizar e organizar os dados fiscais da empresa

    Ter todas as informações tributárias reunidas em um único fluxo, evitando planilhas soltas, dados duplicados ou divergências entre áreas.

    3. Trabalhar em conjunto com o contador

    A parametrização dos tributos precisa ser feita com apoio contábil, garantindo que a empresa emita notas corretamente desde o início da vigência.

    4. Preparar a equipe que lida com faturamento

    Quem emite nota fiscal precisa entender o que mudou, como preencher corretamente e quais informações não podem ser ignoradas.

    5. Antecipar a adaptação, mesmo sem obrigação imediata

    Empresas do Simples Nacional já podem se organizar agora, evitando sobrecarga quando a exigência se tornar obrigatória para esse grupo.

    “O momento ideal para estruturar processos é agora, quando ainda há um período de adaptação. As empresas que usam esse tempo para organizar dados e rotinas fiscais enfrentam menos problemas quando a fiscalização se torna mais rígida”, conclui o executivo.

    Compartilhe

    Leia também

    alta diesel economiapr

    Alta no diesel impacta setor de turismo

    congresso gbrasil economiapr

    Foz do Iguaçu sedia Congresso GBrasil

    copapel unimed economiapr

    Copapel amplia parceria com Unimed Paraná