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Inadimplência de aluguel no PR registra queda em 2025

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Foto: Drazen Zigic/freepik

A taxa de inadimplência de aluguel no Paraná registrou leve queda em 2025, saindo de 2,95%, em 2024, para 2,89%, com variação de 0,06 ponto percentual. Apesar da diminuição, o índice no estado é o mesmo da região Sul, de 2,89%, mas abaixo da média nacional, que foi de 3,50% em 2025.

Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, “a queda da inadimplência no Paraná no último ano não é uma surpresa, visto que o estado manteve-se com índices baixos de inadimplência durante todo o 2025 e a região Sul é a que tem a menor taxa dentre todas do Brasil. De qualquer forma, é importante acompanhar de perto as projeções para inflação e juros, já que qualquer alta pode agravar a inadimplência no pagamento do aluguel e intensificar o endividamento das famílias nos próximos meses”.

Na região Sul, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 3,80%, aumento de 0,25 ponto percentual, em 2025, ante os 3,55% de 2024. Em seguida, aparecem as casas, com 3,58% – diminuição de 0,09 ponto percentual frente aos 3,67% do ano anterior – e apartamentos, que chegaram a 2,11% de inadimplência e a um crescimento de 0,20 ponto percentual em relação a 2024.

No primeiro semestre, as regiões Norte e Nordeste alternaram entre as maiores taxas do ano – com o Norte liberando em janeiro, fevereiro, março e maio. Já no segundo semestre, o Nordeste registrou, em todos os meses, as maiores taxas do Brasil, com pico em outubro (6,84%).

Na comparação anual, a região Nordeste manteve o índice mais alto do país, com 5,15%, mas com uma queda de 0,68 ponto percentual em relação a 2024 (5,83%). O Norte fechou o ano com inadimplência de 4,88%, recuo de 0,70 ponto percentual também em comparação com o ano anterior.

O Centro-Oeste teve o terceiro posto do pódio de 2025, com 3,59% (aumento de 0,42 ponto percentual ante 2024), com Sudeste (3,24% ante 3,12%) e Sul (2,89% ante 2,75%) na conclusão do ranking.

“As taxas dessas regiões são mais baixas em relação ao Norte e Nordeste, mas tiveram aumento em relação ao ano anterior, o que acende um alerta para essas regiões também”, pondera Gonçalves.

No âmbito nacional, o levantamento mostra ainda que os imóveis comerciais registraram taxas de inadimplência mais altas do que os residenciais (apartamentos e casas).

Apartamentos, casas e prédios comerciais registraram médias de 2,36%, 3,79% e 4,84% em 2025, respectivamente. Enquanto casas e comércios tiveram crescimentos respectivos de 0,01 e 0,40 pontos percentuais, os apartamentos tiveram queda de 0,08 ponto percentual.

Além de registrar o maior aumento ano contra ano, os imóveis comerciais lideraram a inadimplência durante 2025, com taxas entre 4,12% e 5,55% – pico marcado em setembro.

“Esse tipo de imóvel pode ser mais afetado considerando a instabilidade econômica e os desafios enfrentados por empresas, refletindo muitas vezes as dificuldades financeiras de empreendedores brasileiros”, analisa o especialista.

Gonçalves destaca ainda que o ano ficou marcado pela maior taxa de juros em quase duas décadas (15% da Selic) e a perda da força da atividade econômica no Brasil após três anos consecutivos de crescimento – a expectativa de aumento é de 2,6% para 2025 contra 3,4% em 2024.

“São fatores que impactam diretamente no poder de compra das famílias brasileiras e no pagamento das despesas. É preciso começar o ano com cuidado e atenção para manter as contas em dia e evitar problemas no futuro”, alerta.

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