O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), tradicionalmente utilizado para corrigir contratos de aluguel no Brasil, registrou alta de 0,41% em janeiro de 2026, interrompendo uma sequência de quedas mensais observadas no fim de 2025.
Esse aumento recente nos índices de reajuste do aluguel voltou a colocar no radar de famílias de Curitiba e da Região Metropolitana a discussão entre permanecer na locação ou avançar para a casa própria.
Essa valorização não é uma novidade para quem busca alugar um imóvel na capital do Paraná. O mercado de locação residencial em Curitiba segue sendo impulsionado pelo aumento da demanda e pela baixa oferta de imóveis disponíveis.
De acordo com o Índice FipeZAP, o valor médio do aluguel na capital paranaense atingiu R$2.035 em outubro de 2024, acumulando alta de 8,6% nos últimos 12 meses.
Para Paulo Antônio Kucher, vice-presidente comercial da Lyx Participações e Empreendimentos, as altas mensais reacendem negociações e pressionam orçamentos familiares, especialmente em regiões com demanda elevada por moradia, como Curitiba e municípios do entorno.
A capital paranaense e a Região Metropolitana seguem concentrando forte procura por imóveis, impulsionada por infraestrutura urbana, oferta de serviços e proximidade entre trabalho e moradia, fatores que impactam diretamente tanto o mercado de venda quanto o de locação.
De acordo com Kucher, o debate não está apenas no índice de inflação, mas na previsibilidade financeira.
“Quando a parcela substitui o aluguel e cabe no orçamento, a compra deixa de ser um risco e passa a ser uma decisão estruturada de longo prazo”, afirma. Kucher destaca que programas habitacionais têm papel central nesse processo, ao oferecer juros reduzidos e condições mais estáveis.
Um levantamento recente da Loft, empresa de tecnologia e dados do mercado imobiliário, aponta que Curitiba vem registrando forte valorização nos preços dos imóveis residenciais.
Segundo a análise, o valor médio do metro quadrado na capital já supera R$9 mil, com alta próxima de 15% em 12 meses, desempenho acima da inflação do período.
Em bairros mais consolidados, os preços ultrapassam R$15 mil por metro quadrado. Esse movimento também se reflete nos municípios da Região Metropolitana, que passam a concentrar parte crescente da demanda por imóveis, impulsionados por valores mais acessíveis e pela proximidade com Curitiba.
Diante desse cenário, cresce o número de famílias que passam a comparar o valor do aluguel com o custo mensal de um financiamento imobiliário.
Em imóveis enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, as parcelas podem se mostrar mais previsíveis do que os reajustes anuais da locação, além de possibilitar a formação de patrimônio ao longo do tempo.
Além do Minha Casa, Minha Vida, compradores do Paraná contam com o apoio do Casa Fácil Paraná, que complementa o financiamento federal com subsídios para a entrada do imóvel. O benefício estadual tem ajudado a reduzir uma das principais barreiras à compra, especialmente para famílias da Região Metropolitana, onde a busca por imóveis populares segue aquecida.
A Lyx, uma das principais construtoras parceiras dos programas habitacionais, concentra seus empreendimentos em faixas compatíveis com essas políticas públicas.
“O objetivo é oferecer imóveis funcionais, bem localizados e com preço alinhado à realidade de quem está saindo do aluguel”, afirma Kucher.
Em um cenário de oscilação nos índices de aluguel e estabilidade maior no financiamento habitacional, a casa própria volta a ocupar o centro das decisões de muitas famílias da Grande Curitiba.
“O cenário ideal raramente existe. O importante é informação e planejamento. Para muitas famílias, esse momento já chegou”, conclui Kucher.