Pesquisar

Compras de bitcoin no PR dobram volume de vendas

Bitcoin Paraná Economia Pr
Foto: Karola G / Pexels

Após atingir sua máxima histórica de US$ 126 mil, o Bitcoin recuou mais de 50%, retornando à faixa dos US$60 mil. Um movimento intenso o suficiente para assustar investidores de primeira viagem, mas bastante familiar para quem acompanha de perto os ciclos do mercado.

Na primeira semana de fevereiro, período de maior intensidade da retração, o MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, registrou 5,6 vezes mais brasileiros comprando do que vendendo Bitcoin, justamente no auge do movimento de baixa. 

No Paraná, o movimento seguiu a mesma tendência observada nacionalmente: 151% mais paranaenses compraram Bitcoin do que venderam, aponta a plataforma. O comportamento reflete que muitos investidores enxergaram a queda recente como oportunidade de entrada pensando no longo prazo. 

Além de ampliarem as possibilidades de diversificação, as criptomoedas têm se consolidado como uma opção de investimento de longo prazo e alto potencial de rentabilidade. O Bitcoin, moeda digital mais conhecida do mundo e hoje entre os ativos mais valiosos do planeta, mantém protagonismo entre investidores paranaenses.

O recuo também marcou um recorde para o ativo. Na quinta-feira, 5 de fevereiro, o Bitcoin registrou sua maior desvalorização diária desde 2022. Ainda assim, decisões tomadas por impulso em momentos de queda podem ter um custo elevado no futuro.

“Ao longo de 2021, o Bitcoin chegou a despencar quase 60%. Pouco tempo depois, o ativo mais que dobrou seu valor em menos de 6 meses. É justamente nas fases de maior turbulência que se constroem os ganhos de longo prazo, desde que o investidor mantenha sua estratégia e não se deixe levar pelas emoções”, comenta Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin.

Rony destaca que a recente volatilidade do Bitcoin não é aleatória, apontando alguns fatores que ajudaram a explicar o cenário.

Incertezas globais pressionam os mercados

A combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos aumenta os riscos imediatos. A tensão crescente entre Estados Unidos e Irã, somada a indicadores de crescimento econômico mais fraco em algumas regiões, volatilidade cambial e instabilidade política, reforça a cautela entre investidores institucionais e de varejo.

Nessas condições, o mercado tende a se mover com mais intensidade, e ativos alternativos, como criptomoedas, podem apresentar oscilações mais acentuadas.

Impacto da política monetária americana

A expectativa de juros altos por mais tempo nos EUA fortalece o dólar e limita a liquidez para investimentos mais voláteis, como Bitcoin e outros ativos tradicionais. Enquanto não surgirem sinais claros de alívio, o cenário deve manter os mercados sob pressão, reduzir a entrada de capital em ativos de maior risco e aumentar a atratividade de aplicações consideradas mais seguras, como títulos atrelados à taxa de juros.

ETFs aceleram a queda do Bitcoin

Os ETFs de Bitcoin são fundos de investimento negociados na bolsa que permitem aplicar no ativo sem comprar a moeda diretamente. Na última semana, esses fundos registraram uma forte saída de dinheiro, mais de US$ 318 milhões, um dos maiores volumes já vistos, o que ajudou a puxar o preço do Bitcoin para baixo.

Quando muitos investidores, sejam eles pessoas físicas ou institucionais retiram recursos desses fundos, mais Bitcoins acabam sendo vendidos no mercado, aumentando a oferta e pressionando os preços. 

Rony reforça que começar a investir no ativo agora é uma oportunidade de aproveitar a baixa. Para isso, uma das estratégias mais eficientes continua sendo realizar pequenos aportes de forma constante.

“Essa abordagem dilui o preço médio ao longo do tempo e reduz a necessidade de análises gráficas complexas, permitindo capturar bons pontos de entrada mesmo em cenários voláteis”, afirma o Head de Research do Mercado Bitcoin.

Compartilhe

Leia também

oeste lider tecnologia

Pacto torna oeste em líder global em tecnologia de proteínas

agro turismo corporativo Economia PR

Feiras do agro no PR impulsionam turismo corporativo

startups formalizadas economiapr

Número de startups formalizadas cresce 20,5%