O calendário agrícola de feiras e eventos no Paraná e no Centro-Oeste segue como um dos principais motores do turismo corporativo no Brasil, com impacto direto na hotelaria das regiões onde o agronegócio é protagonista.
Um dos principais exemplos é a Show Rural Coopavel, que teve início nesta semana, em Cascavel, e segue até esta sexta-feira (13), abrindo oficialmente o calendário nacional de grandes feiras do setor e movimentando a cadeia de serviços.
A alta demanda reflete um comportamento já consolidado nos últimos anos. Com mais de 50 anos de atuação, a Rede de Hotéis Deville está presente em localidades estratégicas onde esses eventos do agronegócio acontecem ao longo do ano, acompanhando de perto o impacto do setor na hotelaria e no turismo corporativo.
Durante a realização da Show Rural Coopavel, a ocupação atinge novamente o teto máximo, repetindo um desempenho já observado em anos anteriores.
A variação em relação ao mesmo período do ano passado permanece estável, justamente porque, historicamente, todo o inventário disponível é comercializado durante os dias da feira, evidenciando a força recorrente do evento para o setor hoteleiro local.
Para eles, o agronegócio já representa uma fatia relevante do faturamento da hotelaria corporativa. Em 2025, o segmento respondeu por cerca de 20% do share do faturamento corporativo da rede de hotéis Deville, considerando contratos e tarifas negociadas com empresas do setor.
Esse desempenho é resultado de uma demanda caracterizada por planejamento antecipado, maior previsibilidade de reservas e consumo ampliado de serviços, fatores que elevam o ticket médio e garantem estabilidade ao negócio.
“O agronegócio tem um impacto direto e estratégico para a hotelaria corporativa. É um setor que gera demanda recorrente, com viagens e eventos planejados com antecedência, contratos corporativos e maior consumo de serviços. Isso nos permite ter previsibilidade de receita, planejamento de longo prazo e uma operação mais eficiente”, afirma Flavia Zülzke, Diretora de Marketing e Vendas da rede de hotéis Deville.
Entre 2022 e 2025, a ocupação da rede durante feiras agrícolas apresentou crescimento contínuo. O ano de 2022 marcou a retomada pós-pandemia, 2023 consolidou a recuperação com avanço da ocupação e da diária média, e 2024 registrou os níveis mais estáveis e elevados, próximos ou superiores ao período pré-pandemia. Esse movimento reforça o papel do agro como um pilar estratégico de longo prazo para o setor hoteleiro.
Além do impacto econômico direto, o setor contribui de forma decisiva para a previsibilidade de receita. Hoje, praticamente todas as unidades da Rede de Hotéis Deville registram demanda relacionada ao agronegócio, ainda que em volumes distintos, de acordo com a vocação econômica de cada praça.
Destacam-se, de forma mais representativa, as unidades localizadas em Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Maringá (PR), Cascavel (PR) e Porto Alegre (RS), impactadas diretamente por eventos como a Expointer (Porto Alegre), Expoingá (Maringá), Acricorte (Cuiabá) e a Show Rural Coopavel (Cascavel).
As expectativas para os próximos anos seguem positivas, sustentadas pela força estrutural do agronegócio. Para se ter uma ideia, no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Mesmo diante de ajustes pontuais em alguns mercados, o impacto do agro permanece consistente e não sistêmico, reforçando sua relevância estratégica para a hotelaria e para o turismo corporativo no Brasil