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O crédito no Brasil em 2025

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Crédito Brasil 2025 Economia PR
Foto: Karola G / Pexels

O ano de 2025 consolidou um novo desenho estrutural do crédito brasileiro. Mesmo com juros elevados e ambiente monetário restritivo, o sistema financeiro manteve expansão relevante, puxada principalmente pelo consumo das famílias, pela habitação e pela diversificação das fontes de financiamento.

Ao cruzar os dados do Banco Central, ABAC e Mercado Financeiro, observa-se um ciclo de crescimento moderado, porém sustentado por mudanças na composição das liberações de crédito.

O estoque total de crédito encerrou o ano em torno de R$ 7,1 trilhões, com crescimento próximo de dois dígitos. A expansão foi liderada pela pessoa física, cujo ritmo superou o crédito corporativo.

Esse movimento confirma uma tendência que se fortalece desde a pandemia: o crédito ao consumo se tornou o principal motor do sistema financeiro nacional.

O mapa das liberações em 2025

A consolidação das liberações por segmento mostra uma estrutura relativamente concentrada, com cinco grandes blocos dominantes e uma distribuição que reflete a dinâmica do sistema financeiro nacional.

  • Consumo das famílias (cartão de crédito, pessoal, veículos e rotativo): cerca de 37% das liberações totais.
  • Crédito corporativo (capital de giro, investimentos e PJ): aproximadamente 32%.
  • Financiamento imobiliário: cerca de 19%.
  • Crédito direcionado (rural, BNDES e programas habitacionais): cerca de 10%.
  • Consórcios (apenas cartas contempladas efetivamente liberadas): cerca de 1,7%.

O percentual do consórcio foi ajustado com base no volume efetivamente liberado em contemplações, estimado em aproximadamente R$ 123 bilhões, quando comparado ao estoque total de crédito nacional.

Isso posiciona o consórcio como um instrumento ainda pequeno em participação relativa dentro do sistema, porém crescente em relevância estratégica.

É importante apresentar as taxas médias por segmento que se traduzem em grandes spreads bancários e que tem efetivamente a sua importância social, todavia com custo financeiro bem distante do ideal.

• Crédito livre total: ~47% a.a. (~3,2% a.m.).
• Pessoa física: ~60% a.a. (~4% a.m.).
• Pessoa jurídica: ~25% a.a. (~1,9% a.m.).
• Crédito direcionado: ~11% a 13% a.a. (~1% a.m.)
• Rotativo do cartão: ~451% a.a. (~ 15,3% a.m.)

Esse retrato revela que, embora o consórcio tenha crescido fortemente em visibilidade e vendas, seu peso relativo ainda é menor quando a métrica correta é aplicada: apenas o crédito efetivamente disponibilizado aos contemplados.

Consórcio: crescimento real medido pela liberação

Usando a ABAC como referência, o consórcio deve ser analisado pela ótica das contemplações, e não pelo volume comercializado de cotas. Em 2025, o sistema liberou valores relevantes, com destaque para veículos leves e imóveis, que juntos representam a maior parte do crédito concedido dentro do segmento, aproximadamente R$ 83 Bilhões.

Os dados indicam liberações expressivas ao longo do ano tanto no segmento automotivo quanto no imobiliário. Na prática, isso posiciona o consórcio como um componente complementar do sistema de crédito, ainda distante do peso do financiamento bancário tradicional, mas em expansão constante.

O crescimento se explica por três fatores centrais:

Juros elevados no crédito convencional.
• Busca por planejamento financeiro de longo prazo.
• Substituição parcial do financiamento tradicional em aquisições de veículos e imóveis.

A participação de contemplações no mercado imobiliário também vem ganhando relevância, sinalizando que o consórcio deixou de ser apenas um produto alternativo e passou a compor, de forma estrutural, um ecossistema de aquisição de bens duráveis e realização de negócios.

O crédito que sustenta o consumo

O grande protagonista do ano foi o crédito à pessoa física. Cartão de crédito, crédito pessoal, consignado e financiamento de veículos sustentaram o crescimento das concessões.

Com taxas médias elevadas nas linhas livres, o sistema manteve spreads robustos e forte rentabilidade bancária.

Esse perfil revela uma economia onde o consumo continua sendo o principal vetor de dinamismo financeiro.

Ao mesmo tempo, amplia a sensibilidade do sistema ao endividamento das famílias e ao mercado de trabalho e caracteriza o perfil tomador de crédito e não planejador do público brasileiro em geral.

Empresas mais cautelosas

O crédito corporativo cresceu, mas em ritmo inferior ao das famílias. O ambiente de juros elevados incentivou empresas a buscar fontes alternativas de financiamento, como mercado de capitais, alongamento de passivos e maior disciplina financeira. Isso contribuiu para uma expansão mais seletiva e concentrada nas companhias com melhor perfil de risco.

Habitação: estabilidade com pressão de custo

O crédito imobiliário manteve papel relevante, respondendo por uma fatia importante das liberações totais. No entanto, o custo mais alto do financiamento tradicional fez parte da demanda migrar para alternativas como consórcio imobiliário e aquisição planejada. Mesmo assim, o setor permaneceu como um dos pilares do crédito de longo prazo.

Leitura estratégica do ciclo

O cruzamento dos dados mostra que o sistema financeiro brasileiro vive uma fase de expansão moderada, com três características centrais que ajudam a entender o momento estrutural do crédito no país:

  1. Predominância do consumo sobre o crédito produtivo.
  2. Crescimento das alternativas não bancárias, como consórcios.
  3. Maior seletividade corporativa na concessão.

Esse conjunto indica um sistema sólido, mas fortemente dependente da dinâmica da renda das famílias.

Conclusão

O crédito em 2025 cresceu, mas mudou de perfil estrutural. A força veio do consumidor, não das empresas. O financiamento imobiliário se manteve relevante, porém pressionado pelo custo.

E o consórcio, medido pelas liberações efetivas, começa a se consolidar como uma peça complementar importante, ainda pequena em participação relativa, mas estrutural em crescimento contínuo.

O cenário aponta para uma inflexão possível nos próximos anos. Caso o ciclo de juros comece a ceder, a tendência é de retomada mais forte do crédito imobiliário e corporativo. Se permanecer restritivo, o consumo e as soluções alternativas continuarão liderando a expansão, definindo o novo eixo do crédito no Brasil.

Existe ainda um “mar de oportunidades” inexplorado pelas empresas e pessoas físicas no que diz respeito à eficiente utilização do consórcio como ferramenta financeira cuja precificação não depende do “humor” do mercado.

Quando falamos em seletividade, eficiência e custo, são pontos importantes e relevantes a serem discutidos no projeto de cada cliente.

Sobre a TOPCON Crédito e Investimentos

Fundada em setembro de 2021, a TOPCON Crédito e Investimentos nasce de uma aliança estratégica com a Breitkopf Administradora de Consórcios, com sede em Blumenau (SC) e atuação no mercado desde 1964.

Ao iniciar seu quinto ano de operação, a TOPCON Crédito e Investimentos posiciona-se com foco em atendimento customizado, consultoria individualizada e acompanhamento integral do cliente — desde o desenho do projeto até a liberação do crédito.

Essa atuação próxima e consultiva, sustentada por parceiros sólidos, reflete um dos pilares da cultura organizacional da empresa: Ajudar nossos clientes a construir patrimônio e renda através da utilização eficiente do consórcio.


Referências Bibliográficas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIOS (ABAC). Portal ABAC. Disponível em: https://www.abac.org.br/
BANCO CENTRAL DO BRASIL. Estatísticas monetárias e de crédito. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/
BLOOMBERG LÍNEA BRASIL. Bloomberg Línea Brasil. Disponível em: https://www.bloomberglinea.com.br/
BROADCAST. AGÊNCIA ESTADO. Broadcast: notícias e análises econômicas. Disponível em: https://www.broadcast.com.br/
CNN BRASIL. Economia. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/
INFOMONEY. Minhas Finanças. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/
INVESTNEWS. InvestNews. Disponível em: https://investnews.com.br/
REUTERS. Reuters Brasil. Disponível em: https://www.reuters.com/

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Marcelo Lamego, Diretor de Expansão da TOPCON Crédito e Investimentos, lidera o crescimento estratégico da marca com 25 anos de experiência comercial. Formado em Administração, une domínio técnico à visão consultiva em alavancagem patrimonial e financeira. Especialista em negociações B2B, transforma o consórcio numa ferramenta financeira para empresários, investidores e famílias.

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