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O ano começou. E ele vai tentar te distrair

O ano começou. E ele vai tentar te distrair Economia PR
Foto: Divulgação

O Carnaval acabou.

Para muitos, agora o ano começa.

Mas a pergunta não é quando o ano começa.

A pergunta é: quem vai terminar 2026 maior do que começou?

Porque este não é um ano comum.

Teremos Copa do Mundo. Teremos eleições nacionais. Teremos feriados prolongados. Teremos um volume de informação circulando como nunca.

E isso não é apenas cultural. É econômico.

A economia da distração custa caro

Segundo relatórios globais de comportamento digital, o tempo médio diário nas redes sociais já ultrapassa 2h30 por pessoa. Em períodos de grandes eventos — como Copa do Mundo ou eleições — esse tempo aumenta entre 20% e 40%.

Mais atenção disponível? Não. Mais atenção fragmentada.

Empresas que dependem exclusivamente de mídia paga veem o custo por mil impressões (CPM) subir em anos eleitorais e em períodos de grandes eventos esportivos. A disputa por atenção encarece.

Em 2026, será mais caro aparecer. E mais difícil ser lembrado.

Se sua marca não tiver narrativa sólida, vai disputar espaço no grito.

Carnaval foi só o aquecimento


O Carnaval paralisa decisões. A Copa paralisa o foco. As eleições paralisam a previsibilidade.

Historicamente, anos eleitorais geram maior volatilidade de mercado, oscilação no humor do consumidor e redução temporária de decisões estratégicas.

Empresas adiam investimentos. Consumidores postergam compras. Líderes ficam mais cautelosos.

E nesse cenário, marcas frágeis desaparecem.

Autoridade é um ativo anticíclico


Enquanto o mercado hesita, marcas com autoridade consolidada mantêm poder de precificação, reduzem ciclo de vendas e sofrem menos impacto em crises reputacionais.

Autoridade funciona como um amortecedor.

Ela reduz o custo de aquisição porque gera confiança antecipada. Protege margem porque reduz sensibilidade a preço. Sustenta relevância mesmo quando o ruído aumenta.

Isso não é marketing bonito. É estratégia financeira.

O erro que 2026 vai expor


Muitas empresas ainda operam em modo sazonal: aparecem no lançamento, somem no feriado, reagem à pauta do momento e mudam discurso conforme o vento político.

Mas reputação não tolera intermitência.

Se sua narrativa muda a cada evento, o mercado aprende uma coisa: você não tem direção.

E direção é o que sustenta confiança.

O verdadeiro início do ano


2026 vai testar maturidade institucional.

Você vai entrar na polarização? Vai surfar a Copa? Vai adaptar seu discurso a cada ciclo de emoção coletiva? Ou vai manter coerência estratégica?

Marcas maduras entendem que não competem por hype. Competem por significado.

O ano começa quando a distração termina — ou quando você decide ignorá-la.

Autoridade se constrói na constância. Reputação se consolida na coerência. Narrativa se mantém mesmo quando o país está distraído.

2026 não será o ano de quem aparece mais. Será o ano de quem permanece sólido enquanto o resto oscila.

Conclusão


Se sua marca ainda depende do calendário para existir, talvez esteja competindo por atenção — quando deveria estar construindo autoridade.

A conta chega.

Para quem investiu em atenção.
E para quem investiu em construção.

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