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Gui Zanoni leva método de cenários para a agenda corporativa

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Foto: DIvulgação

Gui Zanoni construiu a carreira entre tecnologia, gestão e inovação com um ponto central: traduzir complexidade em ação prática. A trajetória começou aos 15 anos, quando criou sites para empresas em Curitiba e identificou o próprio foco profissional, que hoje sustenta sua atuação como palestrante, facilitador corporativo, autor e professor convidado em MBAs.

Ao longo de 10 anos no banco HSBC, Zanoni avançou de estagiário a líder de projetos e equipes, com experiência em processo e governança. Na sequência, passou quase uma década no Grupo Boticário, com atuação em tecnologia, marketing, call center e serviços compartilhados, até liderar a área de Inovação e Transformação Digital.

O repertório também inclui a liderança do Matilha, estúdio de design premiado que atendeu marcas no Brasil, na Europa e na Ásia, além da participação na escala da Contabilizei, que passou de 10 para 1.000 colaboradores no período em que atuou no crescimento do time.

“Eu não levo teoria para o palco. Eu levo o que vivi em empresa grande, com meta, conflito, pressão e decisão difícil. Isso me dá a chance de falar com o C-level e com o estagiário na mesma linguagem, com foco no que muda a rotina e o resultado”, afirma Gui Zanoni.

A leitura sobre inovação nasce dessa vivência e evita o discurso como fim. Para Zanoni, mudanças relevantes surgem de cultura, processos e pessoas, com tecnologia como meio.

“Inovação não acontece no slide bonito. Ela exige escolha de liderança, processo que sustenta e time que executa. Eu aprendi, dentro da empresa, como o medo do novo trava decisões e como a mentalidade analógica vira o maior bloqueio”, diz.

A partir dessa percepção, Zanoni criou a tese Digital Thinker, que defende a reprogramação do modelo mental antes da adoção de qualquer tecnologia. Desde 2015, ele trabalhou com projetos de inteligência artificial e agilidade no ambiente corporativo. Em 2016, passou a aplicar IA em iniciativas práticas, com foco em uso real e impacto mensurável, bem antes do tema ganhar escala com o ChatGPT em 2023.

“IA não resolve o que a empresa não decide. A ferramenta ajuda, mas o gargalo quase sempre é humano: repertório, hábito, medo e liderança. As organizações que avançam não são as que compram a melhor IA, e sim as que formam pessoas para pensar junto com ela”, afirma.

A base acadêmica inclui graduação em Engenharia de Telecomunicações pela PUC-PR e pós-graduações em Gestão de Projetos, Pessoas e Inovação, com passagens por FGV, FAE e SIBE (Alemanha). Em 2025, a certificação como futurista pelo Institute for the Future (IFTF.org) adicionou método e estrutura à leitura de tendências e cenários que já fazia no mercado.

Hoje, Zanoni soma mais de 450 palestras, com NPS de 97%, e reúne depoimentos de lideranças como Caito Maia (Chilli Beans), Alcydes Matos (Bradesco) e Sérgio Sampaio (Grupo Boticário). No digital, mantém cerca de 9 mil seguidores no Instagram e 6 mil no LinkedIn, com médias de 230 mil impressões mensais no Instagram e 130 mil no LinkedIn, com meta de ampliar escala e alcance para o mercado amplo.

Além do livro “Quick Wins”, Zanoni prepara a evolução editorial da tese Digital Thinker, com previsão de publicação em breve. Também estrutura o Futurefy Summit, projeto que ele descreve como o maior evento sobre futuros do Brasil, com recorte em inovação aplicada, liderança, comportamento e inteligência artificial.

Para ele, o futurista no Brasil atua como agente de horizonte estratégico.

“O país opera no modo de reação. O meu trabalho puxa a conversa para o que vem depois: sinais fracos, tendências e cenários, com decisão melhor no presente. Futurismo é disciplina e ferramenta, não rótulo”, conclui.

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