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Quais os reflexos da decisão de Elon Musk para a sociedade?

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Elon Musk sociedade Economia PR
Foto: REUTERS/Hamad I Mohammed/Foto de arquivo

Recentemente, o empresário Elon Musk decidiu tomar uma decisão ousada. “Sacrificou” as linhas dos modelos S e X da Tesla – o primeiro foi fundamental para a empresa em 2012, enquanto o segundo continuou o auxílio nos anos seguintes – para investir em robôs humanoides.

Ou seja, as esteiras de produção de um produto icônico pararam, com uma fábrica inteira fechada.

O empreendedor já investiu $20 bilhões na nova estratégia, que coincide com a ultrapassagem da BYD em número de automóveis elétricos vendidos no mundo em relação à própria Tesla.

Um fato interessante é que Musk não está parando de fabricar para economizar, mas sim para competir. E a premissa é alta: o objetivo é a construção de um milhão de humanoides por ano durante todo o projeto.

Nomeado de “Optimus Gen 3“, o modelo vai unir IA física e mundo real, disponibilizado para auxiliar nas tarefas domésticas e do dia a dia. O robô custará entre $20 mil e $30 mil, menos que um carro nos padrões americanos. Logo, o número de casas que poderá ter seu próprio androide é considerável. Já há, inclusive, mais de 1.000 humanoides trabalhando nas fábricas da Tesla.

Musk chama a ideia de “economia de abundância” e acredita que o programa pode ser crucial para a erradicação da pobreza, uma vez que – em sua visão – irão produzir tanto que comida, roupa e casa terão seus preços reduzidos.

No entanto, existe um porém. Como ficam os empregos que serão perdidos pelo meio do caminho?

Vale ressaltar que o tema já é debatido antes da recente decisão do empresário de cortar um produto para priorizar outro (desde quando as IAs despontaram, por exemplo).

Para acompanhar as inovações tecnológicas de Musk, é necessário que a capacitação de funcionários esteja a pleno vapor. Isso porque, apesar de inovadoras, as máquinas ainda podem estar em fase de aprendizado e mais propensas a erros que os humanos.

O avanço precisa ser cauteloso e deve pensar na sociedade como um todo. O projeto pode ser refletido em uma linha tênue: é a porta para a construção de um “mundo ideal” ou a receita para o caos social?

Independentemente da resposta, a compreensão de que uma está para complementar a outra é fundamental para a evolução e melhoria dentro da sociedade, que pode receber mais oportunidades e construir um futuro promissor.

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Erlon Labatut é consultor associado à ABF – Associação Brasileira de Franchising, administrador pela UFPR e Mestre em Eng. Industrial pela UTFPR. Possui larga experiência em múltiplas áreas: mais de 50 empresas atendidas. Erlon possui mais de 20 anos de atuação no setor de negócios e varejo, sendo 14 destes dedicados totalmente ao franchising – sendo uma das maiores autoridades do setor no país. Atuou como coordenador do curso de franchising da ISAE-FGV e também como coordenador do Empretec.

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