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Investir na casa própria gera lucro

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Foto: freepik

Reformas estratégicas em imóveis residenciais têm se consolidado como um dos caminhos mais eficazes para valorização patrimonial e geração de retorno financeiro comparável e em muitos casos superior a aplicações tradicionais no Brasil.

Especialistas apontam que intervenções que unem funcionalidade, estética e eficiência podem agregar entre 20% e 40% no valor de venda de um imóvel, dependendo do tipo de obra e das características do mercado local. 

Segundo o economista Noé Santiago da Anidea Soluções Financeiras, o conceito de reforma deixou de ser apenas gasto de manutenção para se tornar um ativo financeiro estratégico.

“Quando planejadas com foco em retorno, reformas equiparam-se a investimentos: aumentam valor de mercado, ampliam liquidez e melhoram a atratividade do imóvel frente a outras opções de aplicações,” explica.

Dados recentes do setor imobiliário reforçam essa lógica de valorização. Pesquisa realizada com mais de mil corretores revelou que 62% dos proprietários que reformaram antes de vender conseguiram um aumento médio de 25% no preço final do imóvel chegando a 40% em casos de reformas completas e bem planejadas, como atualização de cozinhas e banheiros, melhoria de fachadas e modernização de áreas sociais.  

As reformas que mais contribuem para a valorização tendem a ser aquelas que impactam diretamente a percepção de qualidade de vida e funcionalidade.

Cozinhas modernas, por exemplo, com bancadas em materiais nobres, armários planejados e eletrodomésticos embutidos, são áreas que compradores priorizam e que mais frequentemente resultam em valores superiores na avaliação do imóvel.

Banheiros atualizados com acabamentos contemporâneos e sistemas eficientes de iluminação também entraram no radar de ganhos expressivos.  

Quando comparadas a investimentos financeiros tradicionais, como renda fixa ou alguns fundos, reformas bem executadas podem ser mais eficazes na geração de retorno real ao longo do tempo.

Embora o percentual exato de valorização varie conforme localização, tipo de imóvel e condições de mercado, o Brasil apresenta um histórico de valorização imobiliária robusto, com rendimentos médios que chegam a 12,2% ao ano no acumulado de uma década, segundo estudos do mercado.  

Para Santiago, a chave é alinhar escopo do projeto, orçamento e metas de valorização:

“Reformas que aumentam a eficiência energética, melhoram a circulação de espaços ou que modernizam ambientes amplamente utilizados pelo comprador tendem a superar reformas que apenas personalizam o imóvel para gosto individual.”

Especialistas imobiliários também destacam que reformas não precisam ser grandes para gerar impacto. Pequenas melhorias de curb appeal, como pintura de fachada, substituição de portas e janelas ou paisagismo, frequentemente apresentam retornos percentuais elevados em relação ao investimento, especialmente em mercados onde a primeira impressão dos compradores pesa significativamente no preço final ofertado.  

Enquanto aplicações financeiras tradicionais como CDBs, títulos públicos ou fundos seguem rendendo de acordo com taxas de juros e inflação, a valorização de imóveis com reformas estruturadas oferece não só potencial de ganho direto na venda, mas também melhora o patrimônio líquido e a capacidade de alavancar créditos futuros.

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