O Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu passou a integrar o catálogo do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), projetando seis décadas de história da cidade na rede nacional mantida pela instituição. A ferramenta conecta 4.074 experiências no país, físicas e virtuais.
O cadastro do Ibram é parte da Política Nacional de Museus, que tem como finalidade fomentar iniciativas na área. A rede reúne informações que embasam a formulação e o monitoramento de ações, incluindo projetos, premiações e parcerias.
O Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu figura na categoria de acervos virtuais, que somam 77 no catálogo do Ibram. Dos mais de quatro mil museus, apenas 75 em todo o Brasil são baseados no segmento de comunicação, modalidade que ainda congrega transportes.
O catálogo de museus do Brasil oferece dados sobre acervo, forma de visitação, mídias e localização georreferenciada. O cadastro serve a visitantes, governos, pesquisadores, profissionais da área e demais pessoas que possam interessar-se pelo setor.
A rede permite a inserção de projetos a serviço da sociedade, que tenham caráter permanente e sejam sem fins lucrativos. Devem preservar bens, ser de acesso ao público e realizar a comunicação dos itens sob sua guarda. As informações são verificadas para conferir se a instituição de fato se caracteriza como museu.
“É um reconhecimento do trabalho de resgate e preservação da memória iguaçuense e um espaço de visibilidade para personagens e acontecimentos que marcam nossa cidade a partir da década de 1950”, comemora Alexandre Palmar, presidente da Associação Guatá.
A entidade é a realizadora do Museu da Imprensa, com o apoio da Itaipu Binacional.
História, memória e cidadania
Democratizar e popularizar são verbos que norteiam as finalidades do Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu. A proposta parte do princípio de que memória e história da cidade, direitos do morador, caminham juntas com a cidadania.
O diretor-geral do campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) de Foz do Iguaçu, Sérgio Moacir Fabriz, considera que a imprensa é a guardiã da história local. Esse repertório retrata como os fatos se desenvolveram, de que modo o município cresceu e quais são as suas principais questões.
“Desta forma, ter um museu da imprensa digital, oficialmente instalado, é a garantia do resgate e preservação da nossa história e memória, além de ser fundamental para a pesquisa das universidades”, pontua Sérgio.
Relicário de Foz do Iguaçu com quase 20 mil páginas de jornais e revistas digitalizadas, em sua primeira coleção reúne 21 títulos lançados desde 1953 — primórdio do jornalismo impresso na cidade — até periódicos de 2019. Objetiva resgatar, preservar e promover o patrimônio histórico e cultural, democratizando a consulta a fontes primárias, ou seja, a história contada pelas páginas dos jornais.
MuseusBr
A Plataforma MuseusBr reúne os museus brasileiros e oferece diversas ferramentas para facilitar a busca por instituições. É possível usar a barra de pesquisa para encontrar rapidamente um museu pelo nome ou explorar o catálogo. A ferramenta também possibilita buscas refinadas por meio de filtros avançados de localização, tipo de museu, entre outros critérios.