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OÁS se torna o edifício mais alto da capital

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Foto: Divulgação GT Building

A paisagem urbana de Curitiba acaba de ganhar um novo marco. A obra do OÁS alcançou o 50º andar e atingiu 149 metros de altura. Com 179 metros previstos, o empreendimento já se consolida como o edifício mais alto da capital paranaense e passa a ocupar posição de destaque no skyline da cidade.

A chegada ao 50º pavimento representa mais do que um avanço numérico. À medida que a estrutura se afasta do solo, aumentam as cargas estruturais e o nível de exigência técnica. Cada novo pavimento demanda soluções de engenharia específicas, análises detalhadas e controle rigoroso de execução. Na prática, a complexidade cresce na mesma proporção da altura.

A cerca de 149 metros, a obra exige ajustes constantes na logística de materiais, monitoramento permanente das condições de segurança e protocolos rígidos de conformidade.

“Os riscos e impactos de qualquer não conformidade se tornam exponencialmente maiores à medida que a obra ganha altura”, afirma o diretor de operações da GT Building, Maurício Fassina.

O 50º andar foi alcançado em três anos e quatro meses, dentro do prazo previsto. Enquanto a estrutura avança, os serviços de acabamento já chegam ao 24º pavimento, incluindo a instalação da fachada ventilada.

Na prática, o ritmo equivale à execução simultânea de dois edifícios de aproximadamente 25 andares, resultado de um planejamento integrado entre as frentes de trabalho.

Embora a etapa estrutural represente 17% do cronograma físico, a conclusão do 50º pavimento corresponde a 16,38% do avanço global da obra. Considerando todas as etapas em andamento, o empreendimento já registra 56,62% de execução, marcando a transição para as fases finais.

Com mais de 30 mil m² de área construída, o canteiro reúne atualmente cerca de 150 profissionais por dia. Outros 45 atuam nas áreas administrativas e de apoio, além de 34 equipes de projeto responsáveis pelas diferentes disciplinas técnicas. Desde o início, centenas de trabalhadores já participaram da obra.

Até aqui, foram utilizados aproximadamente 11.531 m³ de concreto — o equivalente a cerca de 1.441 caminhões-betoneira — e 1.469 toneladas de aço na estrutura, volume comparável ao peso de cerca de 1.130 automóveis de passeio.

Entre os principais desafios estão o controle estrutural, a logística vertical de materiais, a coordenação de equipes e a execução de atividades em altura. Condições climáticas, como ventos e chuvas, exigem monitoramento contínuo e ajustes no planejamento.

Ainda na fase de projeto, o OÁS passou por estudos em túnel de vento para simular o comportamento da estrutura. Em obra, são utilizadas gruas com altura superior à convencional e sistemas de segurança com múltiplas camadas de proteção coletiva, linhas de vida, guarda-corpos, telas piso a piso e monitoramento da velocidade do vento, com paralisações preventivas quando necessário.

A marca do 50º pavimento reforça o movimento de verticalização de Curitiba, especialmente no Bigorrilho, que se consolida como eixo de novos empreendimentos.

Entre os próximos marcos estão a conclusão da fachada até o 25º pavimento, o avanço das áreas comerciais e a execução das lajes técnicas e da cobertura, incluindo o pináculo que levará o edifício aos 179 metros. Com isso, o OÁS se posiciona definitivamente como o prédio mais alto de Curitiba.

Nesta etapa, a obra entra em fase de ampliação das frentes de trabalho, com foco em acabamento, instalações e fachada. A previsão de entrega permanece mantida, conforme o cronograma inicial.

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