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Academias viram espaços de convivência nas cidades

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Foto: Divulgação

Tomar um café, trabalhar por algumas horas, encontrar amigos e ainda treinar no mesmo lugar. Nas grandes cidades, a academia começa a assumir um novo papel na rotina urbana e deixa de ser apenas um espaço de atividade física para se transformar em ambiente de convivência e bem-estar.

Inspirados no conceito de “third place”, o terceiro lugar da vida cotidiana além de casa e trabalho, novos espaços surgem para integrar saúde, socialização e estilo de vida em um mesmo ambiente.

Esse movimento acompanha a expansão do setor fitness no Brasil, que conta hoje com cerca de 59.891 empresas de atividades físicas, número que praticamente triplicou na última década.

Ao mesmo tempo, cresce a busca da população por hábitos mais saudáveis e por experiências que combinem atividade física, equilíbrio mental e convivência. A tendência também acompanha o crescimento global do mercado de bem-estar.

Estimativas do Global Wellness Institute apontam que o setor movimenta mais de US$ 5,6 trilhões no mundo, impulsionado por novas experiências que conectam saúde física, mental e estilo de vida.

Dentro dessa nova lógica, academias passam a incorporar cafés, áreas de convivência, programação de eventos e até coworking, criando ambientes pensados para permanência e construção de comunidade.

Em Curitiba, um exemplo dessa tendência é a The House, concebida como um hub boutique de bem-estar integrado. Localizada na Avenida Vicente Machado, a The House reúne treinos de alta performance, recuperação física e experiências de convivência em um ambiente sofisticado e acolhedor.

O espaço oferece aulas de Spincycle, modalidade de bike indoor ritmada, e Strong Basic, treino de força, além de sessões de recuperação no The Spa by Recovery Pro Esporte. A estrutura inclui café, bar, coworking, cabines para chamadas de trabalho e eventos exclusivos voltados à comunidade.

Segundo os idealizadores Fábio Petillo e Thomaz Rodrigues, a proposta é ampliar o papel que um espaço de bem-estar pode ocupar na rotina urbana.

“Percebemos que as pessoas buscavam mais do que um lugar para treinar. Elas queriam um ambiente onde pudessem cuidar do corpo, encontrar amigos e passar um tempo de qualidade. A The House nasce justamente para ser esse ponto de encontro”, afirma Petillo.

Rodrigues explica que o conceito foi pensado para acompanhar a forma como as cidades e os hábitos estão mudando.

“A ideia é que a The House seja um terceiro lugar na rotina das pessoas. Um espaço onde você pode treinar, tomar um café, trabalhar um pouco e participar de eventos. Quando o bem-estar se conecta com convivência e comunidade, a experiência se torna muito mais completa”, ressalta o especialista.

“Em cidades cada vez mais aceleradas, espaços como a The House mostram como o setor fitness começa a ocupar um papel mais amplo na vida urbana, conectando saúde, convivência e qualidade de vida”, completa.

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