A locação comercial segue aquecida em Curitiba, impulsionada pelo novo momento vivido pelo Centro da capital. Em fevereiro, a Locação Sobre a Oferta (LSO) do segmento foi de 7,9%, aumento de 0,9 ponto percentual (p.p) em relação ao índice registrado no mesmo mês de 2025.
Os dados, divulgados no mais recente estudo realizado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), também destacam o crescimento na procura por casas comerciais, cujo LSO avançou de 6,7% para 7,5% entre janeiro e fevereiro.
“Outros segmentos também estão em evolução, como o aluguel de barracões e de conjuntos comerciais. Na região central, isso acompanha um movimento de reocupação de áreas urbanas mais consolidadas, observado em diferentes cidades”, avalia Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Inpespar.
O Centro, inclusive, lidera os contratos de locação comercial firmados em fevereiro, concentrando 27,5% das negociações.
No segmento residencial, o Centro também aparece como o endereço mais buscado pelos inquilinos, representando 15,6% das locações contratadas no mesmo mês. O LSO da categoria foi de 25,2% em fevereiro, com aumento de 1 p.p em relação a janeiro e de 1,2 p.p no comparativo com o mesmo mês de 2025. O índice é o mais alto da série histórica desde julho de 2024.
Entre as tipologias mais locadas no período, os apartamentos se destacaram. As unidades de um quarto avançaram 0,7 p.p (33,1%), as de dois 0,6 p.p (32,3%) e as de três dormitórios registraram alta de 2,1 p.p (22,1%).
Depois do Centro, que liderou tanto as locações residenciais quanto as comerciais em fevereiro, os bairros mais procurados pelos inquilinos para fins comerciais foram o Batel (6,9%), Bacacheri (4,9%) e Água Verde, Bigorrilho, Centro Cívico, Novo Mundo e São Braz (com 3,9% cada).
Já para moradia, as localidades mais buscadas foram Água Verde (7,1%), Campo Comprido (5,5%), Portão e Rebouças (ambos com 3,7%) e Cristo Rei (3,5%).
A taxa de inadimplência dos inquilinos, que considera atrasos superiores a 30 dias no pagamento do aluguel, manteve-se estável, em 1%. O índice reflete o investimento das imobiliárias na qualificação dos locatários, por meio de análises cadastrais criteriosas, seguras e confiáveis para a efetivação dos contratos e a redução de riscos para os proprietários dos imóveis.