Uma das maiores empresas da indústria gráfica brasileira aposta em uma abordagem multissensorial, incorporando o marketing olfativo aos impressos. A Posigraf, gráfica do Grupo Positivo, desenvolveu uma essência exclusiva inspirada na Mata do Uru, uma reserva ambiental em meio à Floresta de Araucária, na Lapa.
A iniciativa parte do conceito de marketing olfativo, estratégia que utiliza aromas para criar conexões emocionais com o público. No caso da Posigraf, a proposta assume também um viés educativo ao associar a experiência do cheiro à conscientização sobre preservação ambiental.
Segundo a gestora de marketing da Posigraf, Valéria Batista, o objetivo da fragrância não se limita a agradar ao olfato.
“O aroma da Mata do Uru carrega a missão de educar sobre a importância da conservação da biodiversidade”, ressalta.
Desenvolvida pela farmacêutica-bioquímica Jeane Rocha, da Mídia Aroma, a fragrância foi construída a partir de uma imersão na Mata do Uru.
A composição reúne notas de acículas de araucária, cedro-rosa, musgo, folhas verdes e acordes aquáticos inspirados na cachoeira da região, buscando reproduzir as sensações de aroma que o ambiente natural causa.
A fragrância é aplicada por meio da tecnologia “sniff”, que permite a liberação do aroma diretamente em materiais impressos. O recurso já vinha sendo utilizado pela empresa em catálogos do setor de beleza e passa agora a ser explorado também em ações institucionais, com foco em engajamento e memória sensorial.
Estudos publicados no Journal of Marketing indicam que os cheiros têm relação direta com o sistema límbico, área do cérebro responsável por emoções e memórias, o que ajuda a explicar o uso crescente deste tipo de recurso em estratégias de comunicação.
“O marketing olfativo é uma ferramenta que conecta marcas e propósitos ao emocional dos clientes por meio de experiências sensoriais, indo além do visual e do tátil”, explica Valéria.
No contexto da Posigraf, a iniciativa também dialoga com a trajetória da empresa na preservação da Mata do Uru, adotada pelo grupo em 2003. Desde então, a área com mais de 129 hectares de biodiversidade passou a integrar projetos ambientais e educativos, sendo utilizada como base para ações de conscientização.
Ao incorporar o aroma da floresta aos impressos, a empresa aposta na combinação entre tecnologia gráfica e experiência sensorial como caminho para inovar em um meio tradicional.
Além de ampliar o impacto da comunicação, a proposta aponta para uma tendência crescente: o uso de múltiplos sentidos como estratégia para engajar públicos em temas complexos, como sustentabilidade e conscientização ambiental.