Economia PR - Maior cooperativa de energia cita PR e SC como referência

Maior cooperativa de energia cita PR e SC como referência

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Foto: Divulgação

A COGECOM, primeira cooperativa de energia elétrica brasileira fundada em 2017, aponta das concessionárias COPEL do Paraná e CELESC de Santa Catarina como exemplos de empresas do setor alinhadas com a evolução do mercado cooperativista de energia, segundo o seu gerente comercial Jean Rafael Fontes.

Para ele “essas concessionárias acompanham e contribuem de forma efetiva com os processos que garantem o bom desempenho e o crescimento de todo o mercado de geração distribuída de energia”.  

Fontes comenta também que “é fundamental que as cooperativas e o mercado de GD tenham o apoio das concessionárias”. No caso da COGECOM, a cooperativa  acaba de atingir uma marca recorde no mercado: com 432 MW em contratos ela se torna a maior marca de geração distribuída do país.

A cooperativa é responsável hoje por um consumo de 70 GW hora mês, consolidou em 2025 um crescimento de 40% e já tem como certo crescer perto de 20% neste primeiro semestre de 2026. 

 A receita para esse desempenho de acordo com Jean Rafael é simples.

“Estamos há  seis anos consecutivos de crescimento  com um trabalho reto e consciente.  A COGECOM opera no mercado a partir do excedente de energia produzido pelas suas usinas parceiras e compartilha esses créditos de produção com os cooperados. Um modelo puramente cooperado que vem gerando uma economia em suas faturas e isso tem alcançado resultados muito positivos”.  Em 2025 o crescimento foi de 40%. 

 Para o executivo, apesar dos avanços observados em concessionárias como COPEL e CELESC, o setor de geração distribuída no Brasil ainda enfrenta desafios estruturais relevantes que impactam sua eficiência e escalabilidade. Entre os principais pontos historicamente observados no mercado estão:

– Prazos operacionais elevados para processamento e compensação de créditos de energia, decorrentes de limitações sistêmicas e operacionais em parte das distribuidoras, o que pode gerar defasagens temporais entre a geração e a efetiva compensação nas unidades consumidoras, impactando diretamente a eficiência da operação;

– Assimetrias no nível de digitalização e integração tecnológica entre concessionárias, com diferentes graus de maturidade em seus sistemas, impactando a previsibilidade e a fluidez dos processos operacionais;

– Interpretações operacionais divergentes de normativas regulatórias, especialmente no que tange à aplicação prática das regras estabelecidas pela ANEEL, o que exige constante alinhamento técnico entre os agentes do setor;

– Capacidade operacional dimensionada para um cenário anterior à expansão acelerada da geração distribuída, fenômeno que cresceu exponencialmente nos últimos anos e exige adaptação contínua da infraestrutura e dos processos das concessionárias;

– Necessidade de modernização e automatização dos fluxos de dados e comunicação entre geradores, cooperativas e distribuidoras, fator crítico para garantir maior previsibilidade, transparência e eficiência operacional.

Rafael encerra comentando que  “a geração distribuída ainda carece do desenvolvimento das concessionárias para que possamos alcançar uma escalabilidade mais saudável. Dependemos bastante das concessionárias para operar de maneira eficiente. À medida que crescemos, percebemos que o crescimento das concessionárias não acompanha o nosso, seja em termos tecnológicos, de processos ou de informatização. Isso acaba gerando dificuldades no dia a dia” diz ele.

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