Economia PR - Participação feminina no setor de frotas salta de 15 para 22%

Participação feminina no setor de frotas salta de 15 para 22%

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Foto: aleksandarlittlewolf/freepik

A presença feminina no setor de frotas e logística no Brasil alcançou 22% em 2026, segundo a Pesquisa da Platform Science em parceria com a Gestran, desenvolvedora de sistemas para gestão de frotas. O dado ganha relevância quando comparado ao levantamento anterior, que registrava 15,8%, evidenciando um avanço consistente na participação das mulheres na área.

Para Paulo Raymundi, CEO da Gestran, avançar de um patamar inferior a 16% para mais de 20% em poucos ciclos vai além da inclusão, representando uma transformação estrutural no perfil da área.

Segundo ele, o próprio estudo mostra que esse avanço ocorre após um período de estagnação, indicando uma mudança consistente no comportamento do setor. A presença feminina cresce de forma mais estável e acompanha a evolução da logística no país.

“O aumento da participação feminina no setor de frotas vai além de um avanço social. Ele traduz uma mudança concreta no perfil da gestão, hoje mais orientada a processos, dados e coordenação operacional. A operação logística está cada vez mais apoiada em sistemas de gestão de frotas, telemetria, monitoramento em tempo real e ferramentas de inteligência — e o diferencial competitivo deixou de estar na execução operacional para se concentrar na capacidade de gestão”, destaca o CEO da Gestran.

Os dados da pesquisa incluíram a base da empresa, que atua com cerca de 70 mil veículos e 7 mil usuários ativos, em 20 estados brasileiros.

“O estudo vai além de apontar o aumento da presença feminina no setor — ele revela o avanço da maturidade da própria área. O crescimento da participação das mulheres se concentra, sobretudo, em funções alinhadas a essa transformação, como planejamento, controle, análise e gestão de processos. Não se trata de uma agenda isolada de diversidade, mas de uma resposta à reconfiguração do núcleo da operação logística, hoje orientado por inteligência, dados e gestão. Não é substituição, é reconfiguração”, destaca Raymundi.

Esse avanço também se alinha ao que já se observa globalmente. Segundo a Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL), a participação feminina no transporte gira entre 20% e 25% em mercados mais desenvolvidos, patamar semelhante ao que o Brasil começa a alcançar.

“Na prática, a diversidade deixa de ser apenas um tema institucional e passa a se conectar com produtividade. E ambientes mais diversos tendem a apresentar ganhos em organização, redução de erros operacionais e melhoria de processos, fatores que impactam diretamente custo e desempenho”, conclui.

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