Economia PR - Varejo do PR recua em janeiro com redução maior em bens duráveis

Varejo do PR recua em janeiro com redução maior em bens duráveis

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Foto: freepik

O comércio varejista do Paraná iniciou 2026 em queda. Em janeiro, as vendas recuaram 2,64% na comparação com o mesmo mês de 2025, conforme aponta a Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR. O resultado reflete, principalmente, o desempenho mais fraco de segmentos ligados a bens duráveis e ao consumo não essencial.

Entre os setores com maiores retrações no período, destaca-se material de construção, com queda de 17,57%, seguido por móveis, decoração e utilidades domésticas (-9,72%), óticas, cine-foto-som (-8,86%) e vestuário e tecidos (-7,77%).

Os dados indicam um início de ano mais fraco para o varejo paranaense, após o aquecimento típico do período natalino. Na comparação com dezembro, o recuo sazonal foi de 15,16%.

Na análise regional apenas o Sudoeste manteve estabilidade nas vendas, com leve variação positiva de 0,05% em relação a janeiro do ano anterior. Na região, o desempenho foi sustentado principalmente pelas lojas de departamentos (3,53%), combustíveis (3,43%), concessionárias de veículos (2,60%) e material de construção (2,51%).

Nas demais regiões, o início do ano foi marcado por baixo movimento. Maringá apresentou a queda mais acentuada, de 16,02%, com forte desaceleração nas vendas de material de construção (-34,28%).

O resultado reflete mudanças no perfil de consumo do setor, com maior participação de compras diretas da indústria por empresas de construção e engenharia. Por outro lado, segmentos como lojas de departamentos (14,39%) e concessionárias de veículos (7,10%) registraram crescimento.

Na região Oeste, o varejo recuou 2,58%, pressionado principalmente pelas quedas em combustíveis (-15,43%) e vestuário e tecidos (-13,82%). Em Ponta Grossa, a retração foi de 1,67%, com destaque negativo para concessionárias de veículos (-15,65%), óticas, cine-foto-som (-15,06%) e combustíveis (-14,93%).

Em contrapartida, houve expansão nas lojas de departamentos (14,10%) e no segmento de vestuário e tecidos (10,44%).

Londrina apresentou queda mais moderada, de 0,68%, com desempenho positivo em lojas de departamentos (18,52%) e concessionárias de veículos (15,06%). Já em Curitiba e Região Metropolitana, o comércio registrou leve retração de 0,67%, influenciada principalmente pela queda em vestuário e tecidos (-14,57%), parcialmente compensada pelas vendas nas lojas de departamentos (19,45%).

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