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AGO se consolida como um dos principais atores do impacto positivo no Brasil

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Foto: Gus Benke

Quando os empreendedores sociais Alexandre Amorim, Araceli Silveira e Alex Barbosa criaram a AGO, em 2021, a proposta era aproximar conhecimento de gestão, recursos e conexões de quem atua para enfrentar problemas sociais e ambientais.

Cinco anos depois, a empresa já impactou direta e indiretamente mais de 1 milhão de pessoas em 1.245 municípios e realizou 52 projetos com 20 parceiros, entre empresas, institutos e fundações. Com esses números, a AGO tornou-se um dos principais atores no cenário do impacto positivo no Brasil.

Parcerias com grandes empresas

A AGO criou programas e projetos que fortalecem OSCs (Organizações da Sociedade Civil), negócios de impacto e empreendedores da base da pirâmide, conectando-os a estratégias de grandes empresas, institutos e fundações do país, como Ambev, Fundação FEAC, Coca-Cola FEMSA e PRIO. Em parceria com esses parceiros, desenvolve projetos que reúnem escuta, tendências e conhecimento de ponta.

Outras soluções também se destacam em seu portfólio. Uma delas é a realização de diagnósticos e pesquisas, ferramentas importantes para decisões sobre planos de ação e investimento social de grandes corporações. Outro pilar é a produção de conteúdo gratuito, que apoia o setor, democratizando e escalando conhecimento de valor.

Nesse eixo se destaca a revista AGORA, atualmente a maior mídia brasileira sobre impacto social, ESG e sustentabilidade. Distribuída gratuitamente nos formatos físico e digital, ela chega trimestralmente a quase 40 mil pessoas e está presente nos maiores eventos do setor.

“Nosso propósito é ajudar a transformar sonhos em realidade. Transformar propósito em ação. O que nos fez chegar tão longe em tão pouco tempo é o fato de alinharmos propósitos trazendo inteligência, inovação e estratégia para todos os atores que buscam gerar impacto e, ao mesmo tempo, implementarmos as ações com um time robusto de especialistas”, afirma Alexandre Amorim, cofundador e CEO da AGO, reconhecido em 2021 como uma das 100 maiores lideranças em sustentabilidade no planeta.

Meta é chegar a 5 milhões de pessoas até 2030

A trajetória da empresa acompanha um amadurecimento do setor, caracterizado pela mudança de foco das empresas e do seu investimento social. De acordo com o Censo GIFE, o investimento social privado chegou a R$ 5,8 bilhões em 2024, o segundo maior valor da série histórica. Desse total, R$ 1,3 bilhão foi destinado ao apoio a OSCs, um recorde registrado pelo levantamento.

É neste ambiente mais estruturado, e também mais exigente, que a AGO celebra os resultados de cinco anos de atuação com uma expansão. Atualizando-se ao novo momento e à maturidade alcançada em meia década, a empresa passa por uma reestruturação de marca para dialogar com seu novo posicionamento: maior integração dos propósitos do setor, construção de estratégias e execução para implementar soluções.

Somando-se a isso, a AGO estabelece um novo objetivo: até 2030, alcançar 5 milhões de pessoas. Para atingir a meta, já foram iniciadas ações como maior investimento em inovação para os programas e soluções, novos cursos gratuitos para a formação de empreendedores sociais, ampliação da equipe e o lançamento de uma premiação para reconhecer iniciativas do setor.

O cofundador da AGO observa que o mercado, por diferentes razões, está evoluindo e percebendo que a sobrevivência no longo prazo passa por uma postura da empresa em ser boa para todos os públicos. Deste modo, existe um cuidado maior na relação com diferentes stakeholders, pressionando as companhias a incorporarem questões sociais às decisões de negócio.

Metodologia que atende investidor e ponta da cadeia

A renovação, porém, não alterou a motivação inicial da empresa: apoiar pessoas e organizações que identificam desafios sociais e ambientais, mas nem sempre encontram conhecimento, recursos e conexões para transformar ideias em iniciativas estruturadas. A nova fase reforça esse compromisso e a busca por tendências e conhecimento globais aplicáveis às metodologias, sem deixar de considerar a necessidade das empresas brasileiras.

Os programas voltados ao fortalecimento de organizações socioambientais e negócios de impacto mantêm sua essência, mas com integração cada vez maior com as áreas de pessoas, inovação, supply chain e outras. Neles, os participantes vivenciam jornadas que podem incluir diagnóstico de maturidade, trilha formativa, mentorias, desenvolvimento de projetos práticos e acompanhamento de resultados.

Os participantes são ainda colocados em conexão com as empresas, experiência que abre possibilidades de obtenção de recursos, parcerias e acesso a novos mercados, com a chance de se tornarem fornecedores.

Para as empresas parceiras que apoiam ou investem nessas iniciativas, o ganho não está apenas em associar sua marca a um projeto social ou ambiental. Elas criam valor compartilhado ao se aproximarem de quem já atua nos territórios, entendem melhor os problemas que atravessam comunidades, cadeias produtivas e organizações locais, e passam a construir respostas mais conectadas à realidade.

“Por um lado, a gente se senta com uma empresa, entende quais são seus objetivos e desafios de mercado e de ESG e descobre como a conexão com projetos de impacto positivo pode gerar valor para todos. Ao mesmo tempo, vamos até periferias e comunidades para entender o que empreendedores sociais e da base da pirâmide precisam”, diz Amorim.

A participação de colaboradores das empresas como mentores é uma das estratégias adotadas em parte dos programas. Até agora, 1.025 profissionais já atuaram como voluntários nas iniciativas conduzidas pela AGO e receberam avaliação média de 4,8 em uma escala de cinco pontos.

Eles compartilham conhecimentos de gestão, finanças, comunicação, planejamento e outras áreas com os participantes. Para as organizações, a mentoria representa acesso a profissionais experientes e a conhecimentos que poderiam ser difíceis de contratar.

Para os colaboradores, as mentorias criam oportunidades de aplicar sua experiência em outro contexto e conhecer realidades diferentes da rotina corporativa. Já as empresas têm a chance de relacionar esse envolvimento a políticas de desenvolvimento profissional, além de influenciar positivamente os índices de satisfação e retenção de talentos.

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