Economia PR - Endividamento das famílias do PR fica na casa dos 85,4% em outubro

Endividamento das famílias do PR fica na casa dos 85,4% em outubro

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Foto: bugphai/freepik

O nível de endividamento das famílias paranaenses manteve-se estável em outubro, permanecendo no mesmo patamar observado desde o início do segundo semestre.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 85,4% das famílias do estado declararam possuir algum tipo de dívida no mês.

Com esse resultado, o Paraná ocupa a 10ª posição no ranking nacional de endividamento, liderado por Minas Gerais. A média brasileira ficou em 79,5%, também apresentando estabilidade no indicador.

A inadimplência – que considera as famílias com contas em atraso – foi de 12,2% em outubro, praticamente o mesmo percentual do mês anterior (12,1%).

O índice coloca o estado na penúltima posição do ranking, cuja média nacional é de 30,5% e quebrou recorde histórico pelo terceiro mês consecutivo. Já o percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitarem suas dívidas ficou em 2,4% no Paraná, ante 13,2% na média do país, o que reforça a boa capacidade de pagamento dos consumidores paranaenses.

Entre os grupos de renda, o endividamento é mais elevado entre as famílias com rendimentos de até dez salários mínimos, que somaram 85,9% de endividados e 12,4% de inadimplentes, além de 3% que admitem não ter condições de pagar suas dívidas.

Já nas famílias com renda superior a dez salários mínimos, o indicador de endividamento recuou de 83,9% em setembro para 83,3% em outubro. Nessa faixa, 11,3% estão com parcelas em atraso, mas todas afirmam ter condições de regularizar os débitos.

O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida no estado, presente em 94,8% dos casos, ligeiramente abaixo dos 95,1% registrados em setembro. Em seguida aparecem o financiamento de veículos (6,5%) e o financiamento imobiliário (5,8%).

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