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Inadimplência condominial no PR atinge maior nível em 1 ano

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Foto: Scott Webb / Pexels

A inadimplência da taxa de condomínio no Paraná apresentou a maior média dos últimos 12 meses, saindo de 4,02% no mês anterior para 5,65% em setembro – com variação de 1,63 ponto percentual. No comparativo com o mesmo período de 2024 (4,04%), houve um aumento de 1,61 ponto percentual.

Apesar da alta, o índice no estado segue ainda abaixo da média nacional, de 6,80% em setembro. Os dados são do Índice de Inadimplência Condominial da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país.

Já o menor percentual no estado desde setembro do ano passado foi registrado em agosto de 2025: 4,02%. No Brasil, o pico nos últimos 12 meses foi em junho de 2025 (7,19%) e o menor percentual foi registrado em dezembro de 2024: 5,76%.

“Após queda em julho, a inadimplência da taxa condominial voltou a subir em ritmo acelerado em agosto e setembro, puxada pela inflação elevada e juros altos. São fatores que reduzem o poder de compra da população e, consequentemente, aumentam a inadimplência – sobretudo a condominial, dada a prioridade de pagamento das pessoas por despesas mais caras, como cartão de crédito, aluguel, empréstimos e cheque especial”, afirma João Baroni, Diretor de Crédito do Grupo Superlógica.

Ao analisar as regiões do Brasil, em setembro, o Norte aparece como a de maior inadimplência condominial no país, com 9,63%, seguida pelo Nordeste (7,02%) e Sudeste (6,69%). O Centro-Oeste aparece com taxa de 6,55%, enquanto a região Sul tem a menor média, com 5,72%.

De agosto a setembro, o Norte foi o que mais cresceu em inadimplência, com salto de 1,9 ponto percentual ante os 7,73% no mês anterior.

A base de dados que embasa o índice é composta por aproximadamente 100 mil condomínios de todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de boletos (casas e apartamentos), que possuem boletos que estão há mais de 90 dias sem pagamento. Todos os dados são anonimizados, ou seja, não são passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

A base cobre os 27 estados brasileiros, abrangendo mais de mil cidades. O levantamento leva em consideração o valor da taxa de condomínio, o tipo de imóvel (apartamento ou casa) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.

O levantamento da Superlógica revelou ainda que a taxa média de condomínio no país, entre julho e setembro, foi de 841,23 reais. Entre as regiões com as maiores taxas de condomínio, o Norte lidera com 900,51 reais, seguido do Nordeste (895,58 reais), Sudeste (863,21 reais), Centro-Oeste (738,73 reais) e Sul (665,54 reais).

Na comparação com o salário mínimo brasileiro atual, que é de 1.518 reais, a taxa média de condomínio, em valores nominais, já equivale a quase 60% dele no Norte e  Nordeste, aproximadamente 57% no Sudeste, 48% no Centro Oeste e 44% no Sul. Na média nacional a taxa de condomínio equivale a 55% do salário mínimo.

A inadimplência da taxa condominial causa um prejuízo anual de aproximadamente 7 bilhões de Reais para os condomínios do Brasil. Nesta edição, a Superlógica refinou os dados usados nesta análise a fim de que eles reflitam a realidade com a maior precisão possível. Todos os dados são anonimizados, ou seja, não são passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

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