31 de dezembro é aquele dia estranho em que a gente olha para trás sem conseguir resumir o ano em uma palavra só.
2025 não foi um ano fácil. Mas, sendo honesta, qual foi?
Foi um ano de conquistas e de perdas. Algumas perdas que ainda doem. A do meu avô, especialmente, segue atravessada no peito. Só de escrever isso, meus olhos já se enchem de lágrima. A saudade não diminui com o tempo. Ela muda de lugar. Aprende a conviver com a rotina, mas aparece quando menos esperamos.
Foi um ano de decisões importantes. Decisões que exigiram coragem, silêncio e, muitas vezes, solidão. Um ano de plantar sementes, mesmo sem ter garantias sobre a colheita. Um teste diário de paciência e resiliência.
Também foi um ano solitário. Se não tivéssemos ido a Curitiba em março, talvez não tivéssemos encontrado nenhum familiar. Ainda bem que fomos. Foi a última vez que vi meu avô. Ele estava bem, feliz, contando aquelas histórias maravilhosas que só ele sabia contar. Guardar essa memória hoje é um presente, mesmo que venha embrulhado em saudade.
Curiosamente, foi um ano de solidão e, ao mesmo tempo, de reconexão. Comigo mesma. Com Deus. Um ano de sacrifícios, de abrir mão, de aceitar novos desafios e de entender que nem tudo acontece no nosso tempo, mas tudo acontece por um motivo.
Foi também um ano de resgatar projetos que estavam adormecidos. De novos aprendizados, como a Formação Estrategistas de Marketing. De reafirmar caminhos. De perceber, com mais clareza, que tudo tem um pra quê, mesmo quando o porquê não faz sentido naquele momento.
Teve choro. Teve “semi-desespero”. Teve cansaço extremo. Teve dias em que levantar da cama foi, por si só, uma vitória. E, ainda assim, teve gratidão. Porque, mesmo nos dias mais difíceis, algo sempre sustentou. Uma conversa, uma fé silenciosa, um sinal discreto de que não era hora de desistir.
Talvez soe clichê, mas quero encerrar 2025 agradecendo. Agradecendo pelas dores, pelos aprendizados, pelas pessoas que ficaram e até pelas que se foram. Agradecendo pelo que foi possível e pelo que não foi também.
Eu confio. Em Deus. No processo. No destino. Cada um pode chamar do que fizer mais sentido. Confiar, para mim, não é esperar sentado. É seguir fazendo, mesmo com medo, mesmo cansada, mesmo sem todas as respostas.
Que 2026 seja diferente. Não por acaso, mas pelas escolhas que faremos daqui para frente. Com mais presença, mais consciência, mais verdade. Um passo de cada vez. Com fé no caminho e respeito pelo tempo.
Que a gente siga. Mesmo quando dói. Mesmo quando não é fácil. Mesmo quando tudo parece lento demais.
Seguirei fazendo a minha parte. Trabalhando com intenção, escolhendo com mais consciência, respeitando meus limites e sustentando aquilo em que acredito.
Se 2026 pede algo de nós, talvez seja isso: menos pressa, mais presença e coragem para continuar, mesmo sem garantias.
Um feliz Ano Novo a todos!