Nos últimos anos, a conectividade deixou de ser apenas um tema tecnológico para ocupar um papel central no debate econômico e social. A forma como pessoas, empresas e governos se conectam impacta diretamente na produtividade, no acesso a serviços, na competitividade e no desenvolvimento regional. No Paraná, essa discussão ganha ainda mais relevância diante da diversidade do território e do peso da economia estadual.
Hoje, mais de 80% dos brasileiros acessam a internet principalmente pelo celular, segundo dados do IBGE (PNAD TIC). Esse número ajuda a explicar por que a conectividade móvel deixou de ser complementar e passou a ser parte essencial da vida cotidiana – do trabalho à mobilidade urbana, do acesso a serviços públicos à comunicação básica.
A experiência digital acontece cada vez menos em um único lugar.
Nesse cenário, a fibra óptica segue sendo a base da conectividade de qualidade. O Brasil já ultrapassou 40 milhões de acessos em fibra, de acordo com dados públicos da Anatel, o que demonstra a importância da infraestrutura fixa para sustentar o crescimento digital.
Mas a conectividade moderna não se encerra dentro de casa ou do escritório. Ela precisa acompanhar o usuário onde ele estiver, de forma integrada, simples e confiável.
É nesse ponto que o serviço móvel ganha relevância como parte de uma experiência convergente. Não se trata de substituir a conectividade fixa, mas de complementá-la, oferecendo continuidade e previsibilidade ao consumidor. Para o usuário final, isso significa menos fragmentação, mais clareza e soluções que fazem sentido no uso diário.
No Paraná, falar de conectividade também é falar de proximidade. O estado está entre os cinco maiores PIBs do país, segundo o IBGE, e reúne realidades muito distintas – da indústria ao agronegócio, do comércio ao turismo.
Soluções de conectividade precisam respeitar essas características e crescer de forma equilibrada, com controle de qualidade e atenção às demandas locais.
Outro ponto central é o custo-benefício. Em um ambiente econômico que exige escolhas mais racionais, conectividade deixou de ser luxo e passou a ser um serviço essencial.
Transparência, simplicidade e previsibilidade se tornaram valores tão importantes quanto velocidade ou volume de dados. Quando o consumidor entende o que está contratando, a relação com o serviço tende a ser mais duradoura.
Para empresas e operadoras regionais, a convergência entre serviços fixos e móveis representa uma evolução natural. A integração melhora a experiência do cliente, simplifica a gestão e fortalece vínculos de longo prazo.
Mais do que lançar produtos, trata-se de construir soluções que acompanhem a forma como as pessoas vivem, trabalham e se conectam.
O desafio para os próximos anos é seguir avançando com equilíbrio: investir, testar, ajustar e evoluir sempre com foco no cliente e no impacto positivo para o território.
Quando pensada dessa forma, a conectividade deixa de ser apenas infraestrutura e se transforma em um verdadeiro vetor de desenvolvimento econômico e social para o Paraná.