O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, responsável pelo julgamento de causas da Justiça Federal nos estados do Sul do Brasil, deu início à modernização de todo o seu sistema de firewall. Na prática, o firewall funciona como uma barreira de proteção que impede ciberataques aos sistemas do tribunal.
“Modernizar o firewall de uma instituição como o Tribunal regional Federal significa não só prevenir ataques, mas também garantir que serviços como processos eletrônicos continuem disponíveis à população de forma segura. São milhares de dados processuais e jurídicos que precisam estar seguros”, explica Leandro Kuhn, CEO da L8, empresa paranaense responsável por todo o projeto de modernização e instalação dos equipamentos.
A importância de um sistema de firewall mais atual e seguro está ligada a um dado que vem crescendo a cada ano: o de ciberataques e vazamentos de dados. Para se ter uma ideia, em 2024, um levantamento realizado pela Surfshark a nível internacional mostrou que no Brasil, 84,6 milhões de contas foram violadas, colocando o país na 7ª posição dos países mais afetados. O dado revela a urgência de se pensar em políticas de proteção mais eficazes.
O projeto de modernização prevê a contratação de serviços de renovação de garantia, manutenção, suporte técnico, licenças e atualização tecnológica de equipamentos, além da aquisição de banco de horas técnicas para transferência de tecnologia.
Além do TRF-4, o edital amplia o serviço para atender outros órgãos participantes, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
“Esse modelo é interessante sobretudo porque amplia o alcance do serviço e oferece a racionalização dos custos, além de uma padronização tecnológica entre instituições públicas, o que é muito positivo”, explica Kuhn.
Com o crescimento dos ataques cibernéticos e vazamento de dados, alguns pontos são importantes quando se fala de cibersegurança. Entre eles, na prática, é possível citar, por exemplo, a existência de camadas de proteção extras, como anti-phishing, anti-malware, anti-bot e integração com feed de inteligência de ameaças de alta qualidade.
“Essas camadas extras permitem identificar golpes, vírus e acessos suspeitos antes que eles cheguem aos sistemas do tribunal, usando informações atualizadas sobre ameaças digitais. Isso torna a proteção muito mais eficiente e reduz riscos de falhas”, explica o CEO.
Ainda, o projeto de modernização garante um banco de horas para a transferência de tecnologia, o que na prática significa mais autonomia técnica da equipe interna do TRF-4.
“A ideia é, com esse projeto, estimular a governança digital do tribunal de forma assertiva. É um projeto de alta relevância e que vai garantir segurança de um tribunal que atende milhões de processos”, finalizou Kuhn.