Empresa direciona 100% dos valores passíveis de renúncia para hospitais de referência nacional e projetos sociais, defendendo uso estratégico dos mecanismos legais em meio às distorções do sistema tributário brasileiro que de um lado sobrecarrega a atividade econômica intoxicando e tirando competitividade e de outro lado concentrando benefícios fiscais em poucos CNPJs.
Em 2025, segundo informações do Dorbi, 47 empresas foram favorecidas em R$120 bilhões em renúncias.
É nesse contexto que a Águia Sistemas decidiu estruturar sua política de destinação de incentivos fiscais. Longe dos volumes bilionários concentrados nas grandes corporações, a empresa optou por direcionar 100% dos valores passíveis de renúncia para projetos sociais nas áreas de saúde, educação, cultura e esporte, tratando o instrumento não como vantagem acessória, mas como política estratégica de impacto social.
A decisão transforma parte da obrigação tributária em investimento social direto, com planejamento, critérios técnicos de escolha e acompanhamento dos projetos apoiados.
Mais do que cumprir uma formalidade legal, a companhia estruturou internamente processos contábeis e de governança para garantir que os recursos destinados tenham impacto concreto e mensurável.
Entre as instituições apoiadas ao longo dos anos estão o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e o Hospital Santa Casa de Ponta Grossa.
Referência nacional em atendimento pediátrico de alta complexidade, especialmente no tratamento de câncer infantil e doenças raras, o Hospital Pequeno Príncipe atende crianças e adolescentes de todas as regiões do Brasil, majoritariamente pelo SUS, além de atuar em pesquisa e formação médica.
Já a Santa Casa de Ponta Grossa exerce papel histórico e estratégico na região dos Campos Gerais, sendo responsável por atendimentos essenciais de média e alta complexidade e sustentando parte significativa da rede hospitalar local.
Mesmo reconhecendo que a contribuição individual de uma empresa representa apenas uma fração das necessidades dessas instituições, a Águia Sistemas aposta na continuidade do apoio e na previsibilidade dos aportes como fatores importante para ajudar na sustentabilidade financeira dessas organizações.
ara a companhia, o impacto social não está apenas no volume do recurso, mas na constância e na responsabilidade com que ele é aplicado.
A atuação se estende ainda a projetos educacionais e culturais em nível local, como o Instituto Duque de Caxias, que atende crianças em situação de vulnerabilidade com programas de alfabetização em turno e contraturno escolar; o projeto Pega Aí, que promove acesso gratuito à leitura; e o SÓS Alegria – Doutores Palhaços, que atua na humanização do ambiente hospitalar junto a pacientes em estado grave.
Iniciativas esportivas nas modalidades de ciclismo, natação, taekwondo, voleibol e handebol também recebem apoio, sempre com foco em governança estruturada, prestação de contas e impacto mensurável.
Para a empresa, sustentabilidade empresarial de longo prazo está diretamente associada à qualidade do ambiente social e econômico no qual está inserida.
A companhia defende que fortalecer instituições de saúde, educação e cultura contribui para a formação de um ecossistema mais estável, com reflexos positivos para a própria atividade produtiva. A lógica é clara: negócios sustentáveis dependem de uma sociedade minimamente estruturada.
Ao transformar a renúncia fiscal em política estruturada de impacto social, a empresa incorpora a prática à sua estratégia corporativa e à sua visão de longo prazo.
“Se não podemos fazer tudo o que precisamos, precisamos fazer tudo o que podemos”, afirma Rogério Scheffer, diretor-presidente da Águia Sistemas.
Para o executivo, utilizar todos os instrumentos legais disponíveis para fortalecer hospitais e projetos sociais é uma forma responsável de contribuir para o desenvolvimento do país, sem abrir mão da defesa de um ambiente econômico mais equilibrado e competitivo.
Ao optar por essa abordagem, a Águia Sistemas procura deslocar o debate da esfera exclusivamente tributária para o campo da responsabilidade institucional.
Para a companhia, transformar obrigação em ação estruturada é uma escolha estratégica — e, ao mesmo tempo, um posicionamento claro sobre o papel que empresas podem desempenhar na construção de soluções concretas em um ambiente econômico desafiador.