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Sinalização adequada também é desenvolvimento

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Foto: Eloiza Dal Pozzo

Não foi uma, nem duas, nem três pessoas que me falaram: o que é essa “Grande Estrada”? Quem já percorreu a Perimetral Leste sentiu alívio ao poder trafegar por um acesso bem mais facilitado. Muita gente de Foz do Iguaçu vibrou com a nova estrada.

Já utilizei várias vezes. Para o turista ficou ótimo, para os moradores do bairro Três Lagoas um baita acesso, para a logística e o transporte internacional será excelente e para desafogar o trânsito urbano também. Só vantagens a nossa querida Perimetral. 

Só estranhei uma coisa: a sinalização.

São diversas placas que sinalizam “Grande estrada”. O que seria? 

Perguntei à assessoria de imprensa do DNIT.

Gentilmente, responderam:

“O DNIT informa que a BR-277/PR é conhecida como “Grande Estrada” no Paraná por se tratar do principal eixo estruturante de transporte do estado, conectando o litoral ao extremo oeste ao longo de mais de 730 quilômetros de extensão. A rodovia exerce papel estratégico para a economia paranaense, funcionando como a espinha dorsal da logística estadual ao integrar regiões produtoras relevantes à capital, Curitiba, e ao Porto de Paranaguá. A utilização da expressão nas placas faz referência à relevância histórica e econômica da via no contexto estadual”.

Eu nunca tinha ouvido antes e diversas pessoas me relataram o mesmo. 

A “Grande Estrada” me chamou tanto a atenção que comecei a reparar em cada placa instalada ao longo da Perimetral. Não faltam indicações à Cadeia Pública de Foz do Iguaçu e à Penitenciária Estadual. 

Já no trecho de Santa Terezinha sentido Avenida das Cataratas, para quem está na BR-277, não há placa indicativa para acessar a Perimetral. Isso é um problemão, diversos meios de comunicação já abordaram este problema, que traz alguns desalinhamentos entre a EPR e o DNIT.

Enfim, continuando: após passar pelo anel que integra a BR-277 à Perimetral, são 4 placas no trecho que fiz, de aproximadamente 10 km, até a Avenida das Cataratas. As placas estão assim distribuídas: duas que indicam “Foz do Iguaçu, Argentina e Paraguai”, uma intitulada “Av. das Cataratas”, uma com indicação “Av. das Cataratas e Foz do Iguaçu” e outra “Aeroporto e Cataratas”.

Aproveitei a conversa com o DNIT para perguntar também se há planos para a instalação de novas sinalizações relativas a atrativos turísticos. A resposta foi:

“Em relação à sinalização turística, o DNIT informa que está prevista, ao longo deste ano, a instalação de novas placas indicativas na BR-469, com o objetivo de reforçar a orientação aos usuários que seguem em direção às Cataratas e a outros atrativos da região de Foz do Iguaçu”.

Agora, com novos conhecimentos adquiridos, sabemos o que é a “Grande Estrada”. Por outro lado, como corredor logístico e turístico da região trinacional, penso que a Perimetral Leste e os usuários da via necessitam de mais indicações dos atrativos e do aeroporto.

A sinalização adequada promove acessibilidade, segurança viária, organiza o trânsito, previne acidentes e o desenvolvimento regional. Ela materializa, no espaço, a organização e a inteligibilidade das conexões regionais.

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Jornalista, Doutora em desenvolvimento regional e Pós doutoranda em políticas públicas e desenvolvimento.

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