O Paraná consolida sua posição de destaque no cenário econômico nacional com indicadores que reforçam a resiliência do estado. Um estudo sobre o Índice de Desconforto Econômico, realizado pelo Santander, revela que a combinação de pleno emprego e inflação controlada tem gerado impacto direto no setor imobiliário paranaense.
De acordo com o levantamento, Curitiba é um dos principais destaques nacionais em valorização imobiliária, fenômeno que coincide com a queda do índice de desconforto para níveis que historicamente favorecem o setor.
O Índice de Desconforto Econômico, que soma as taxas de inflação e desemprego, mensura o impacto da macroeconomia no bem-estar das famílias.
No Paraná, o mercado de trabalho tem sido o grande motor dessa melhora.
“Curitiba e Belo Horizonte registraram, em 2023 e 2024, as menores taxas de desemprego entre as principais regiões metropolitanas do Brasil”, afirmam Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, economistas do Santander.
Essa força do emprego, somada à convergência da inflação, elevou a capacidade de consumo e o apetite por crédito das famílias.
A análise detalhada da Grande Curitiba mostra que a região vive um momento de retorno aos seus melhores patamares históricos. Em 2025, o nível de desconforto na capital paranaense assemelha-se muito ao registrado em 2012, ano de referência por ter apresentado os menores índices antes do ciclo atual.
Embora Curitiba tenha enfrentado picos inflacionários ligeiramente acima da média nacional durante a pandemia (2020-2022), a rápida normalização dos preços permitiu uma recuperação consistente do bem-estar econômico.
Outro fator determinante para o estado é a dinâmica da renda real. O estudo indica que o crescimento dos rendimentos tem acompanhado os ganhos no mercado de trabalho, funcionando como um suporte essencial.
No Sul do país, Curitiba e Porto Alegre convergem para taxas de desemprego estruturalmente mais baixas que a média nacional, mantendo o índice de desconforto regional em níveis significativamente menores que os observados no Norte e Nordeste.
Para os economistas do Santander, a tendência é que o índice nacional atinja sua mínima histórica de 9% no primeiro semestre de 2026.
No caso do Paraná, a manutenção desse cenário de “baixo desconforto” (abaixo de 11%) é vista como o alicerce fundamental para a continuidade da alta na demanda por bens de capital e investimentos de longo prazo, como a aquisição da casa própria.