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Lojas que fazem promoções não revertem movimento em lucro

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Foto: DIvulgação

As promoções são uma das principais estratégias do varejo para atrair consumidores e reduzir estoques. No entanto, sem dados integrados e inteligência, os varejistas correm o risco de oferecer descontos genéricos, trabalhar com produtos pouco atrativos e obter baixo engajamento.

Dados da Scanntech mostram que 60% das marcas que aumentaram suas promoções não viram esse movimento se reverter em vendas. Além disso, falhas em processos desconectados podem comprometer até 20% do faturamento das empresas, segundo estimativas da McKinsey e da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Nesse contexto, a digitalização da gestão comercial e a inteligência de dados se tornaram um apoio importante para orientar as decisões estratégicas no varejo moderno.

“Sistemas analíticos assumiram papel central na definição do ritmo e da intensidade das campanhas promocionais. Ao integrar informações de vendas, preços, custos e estoque com dados de sazonalidade e comportamento do consumidor, essas plataformas substituem descontos generalizados por ações mais precisas e direcionadas. O resultado é uma operação mais eficiente: menos volume comprometido por liquidações desnecessárias, maior assertividade comercial e melhor preservação de margens”, explica Chrystian Scanferla, head de Negócios da IRRAH Tech.

“Em vez de descontos generalizados, o varejo passa a atuar de forma cirúrgica, direcionando ofertas específicas para quem tem maior propensão de compra e para os produtos que realmente precisam sair do estoque”, avalia Chrystian Scanferla, head de Negócios da IRRAH Tech, ecossistema de soluções para o varejo.

Segundo o executivo, no varejo de moda o uso da tecnologia vai além de uma opção. Ele explica que “o ‘produto’ não é apenas um item, mas uma família de variações, com comportamentos de venda distintos por loja e região”.

“A tomada de decisão hoje é guiada por indicadores de sell-out, ou seja, pela saída efetiva para o consumidor final, e pelo giro detalhado por tamanho e cor, e não apenas pelo volume total em estoque. Isso exige informações segmentadas, atualizadas em tempo real e capacidade de resposta rápida, com decisões semanais ou até diárias de reposição, remarcação e reequilíbrio de estoque. No ambiente omnichannel, essa precisão é ainda mais crítica. Prometer um tamanho ou uma cor que não estão realmente disponíveis gera frustração imediata no cliente e compromete a confiança na marca”, afirma.

Scanferla defende o uso de um ERP (Enterprise Resource Planning, na prática, um sistema de gestão) específico para o segmento de moda, o que reduz significativamente as falhas e amplia os ganhos.

“Um ERP genérico até pode cadastrar produtos e dar baixa em estoque, mas costuma falhar justamente onde a moda mais precisa”, argumenta.

Um modelo específico para o segmento é o KIGI, solução desenvolvida pelo Grupo IRRAH, que vem auxiliando empreendimentos de diferentes portes a obter mais previsibilidade, controle e leitura clara dos números. O sistema oferece gestão de tamanho e cor, com cadastros e consultas rápidas.

Além disso, integrado à operação, gera inteligência para a decisão comercial e traz automação tanto para o time de loja quanto para a retaguarda. O modelo também pode ser integrado a oficinas e fornecedores, contribuindo para a escalabilidade do negócio.

“O reflexo desse trabalho de bastidores aparece ao longo de todo o ano, mas se torna ainda mais evidente nos períodos promocionais. Quando a operação é estruturada com dados confiáveis, previsibilidade de demanda e controle fino de estoque, as campanhas deixam de ser apostas. Isso significa menos ruptura, menos excesso de desconto e maior conversão. Em vez de depender apenas do volume, a empresa trabalha com eficiência e lucratividade. É esse preparo silencioso que garante um retorno mais consistente, sustentável e, de fato, mensurável”, afirma.

O sistema KIGI ERP já está adaptado para absorver a nova lógica fiscal e incorporar os impactos da reforma tributária na operação do varejo. A plataforma passa a refletir, de forma estruturada, as mudanças nas regras de apuração e incidência de tributos, permitindo simular e visualizar os efeitos das novas regulamentações sobre preços, faturamento e margem de lucro.

Desde janeiro, empresas enquadradas nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido começaram a emitir notas fiscais dentro do novo modelo de IBS e CBS. Embora este seja um ano de testes, os documentos fiscais já precisam estar corretos.

A reforma substitui cinco tributos que hoje compõem o preço de praticamente tudo no varejo. Em seu lugar, passam a ser implementados gradualmente a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). Juntos, esses tributos formam a base do IVA brasileiro (Imposto sobre Valor Agregado), cuja implementação plena está prevista para 2033.

“O resultado dessa transformação é um mercado em que agilidade, integração e capacidade de adaptação passam a pesar mais do que tamanho, legado ou poder de marca”, conclui Scanferla.

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