A estudante curitibana Analine Machado, ao lado do capixaba Caique Barbosa, venceu a final brasileira do Red Bull Basement 2026, realizada nesta segunda (16), em São Paulo, e representará o país na etapa global, no Vale do Silício (EUA). O projeto PhytoSense utiliza inteligência artificial para identificar fitoplâncton a partir de imagens microscópicas, com foco em monitoramento ambiental.
A tecnologia transforma microscópios em ferramentas inteligentes, capazes de classificar microalgas com nível de confiança e gerar relatórios automáticos, ampliando a escala e a velocidade de análises relacionadas à qualidade da água.
Na prática, o que antes podia levar até uma semana passa a ser feito em poucas horas, otimizando processos e ampliando a capacidade de resposta em estudos ambientais. A solução também pode ser aplicada na análise de outros micro-organismos, expandindo seu potencial de uso em diferentes áreas.
“Nosso aplicativo pega uma imagem do microscópio e identifica os micro-organismos usando inteligência artificial”, resumem os criadores.
Com a vitória, a equipe agora segue para a Final Mundial do Red Bull Basement, no Vale do Silício, onde irá apresentar sua solução ao lado de jovens inovadores de diversos países. A etapa global reúne projetos selecionados ao redor do mundo em uma imersão com mentorias, conexões com especialistas e acesso ao ecossistema de tecnologia e empreendedorismo, ampliando o potencial de desenvolvimento e escala das ideias.
Mesmo com a responsabilidade de representar o Brasil, o momento é de confiança.
“É muita emoção e um peso enorme, mas a gente vai com toda a garra possível. Se a gente chegou até aqui, é pra ganhar.”
Para outros jovens, o recado reforça o espírito do programa e o incentivo para tirar ideias do papel.
“Só vai. Se você tem uma ideia, coloca no papel e segue.”
A edição brasileira do Red Bull Basement 2026 registrou mais de 15 mil inscrições, reunindo estudantes e jovens criadores de todo o país interessados em transformar ideias em soluções tecnológicas com potencial de impacto real.
Antes da final, o programa realizou uma série de Pitch Days em Salvador, Rio de Janeiro, Goiânia, Curitiba e São Paulo, criando espaços para que os participantes pudessem desenvolver suas propostas, testar conceitos e apresentar seus projetos para especialistas e representantes do ecossistema de inovação.
A programação da final nacional também contou com um talk do surfista da Red Bull Lucas Fink, pentacampeão mundial de skimboard e integrante da lista Forbes Under 30, que compartilhou reflexões sobre criatividade, inovação e a importância de desafiar limites, dentro e fora da água.
Nesta edição, o evento apresentou ainda o AI Accelerator, ferramenta de mentoria baseada em inteligência artificial que acompanha os participantes ao longo do desenvolvimento de suas ideias — do refinamento do conceito à construção de um pitch estruturado.
A iniciativa conta com o apoio de parceiros globais como Microsoft e AMD, ampliando o acesso a tecnologia e conhecimento técnico durante toda a jornada.
Criado no Brasil em 2015, o Red Bull Basement se transformou em uma plataforma global de inovação que conecta estudantes e jovens empreendedores de mais de 40 países. Ao longo dos anos, o programa já impulsionou milhares de projetos nas áreas de tecnologia, impacto social e empreendedorismo, oferecendo mentorias, networking internacional e ferramentas para transformar ideias em soluções reais.