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Tecnologia pode reduzir custos logísticos de pedágios

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Foto: rawpixel.com/freepik

Desde 23 de fevereiro de 2026, o sistema de pedágio eletrônico Free Flow passou a operar em trechos das rodovias BR-163, BR-277 e PR-280, sob concessão da EPR Iguaçu, no sudoeste do Paraná.

Com o novo modelo, as tradicionais praças de pedágio e cancelas físicas foram substituídas por sensores e câmeras de identificação automática por placa ou TAG, eliminando paradas obrigatórias e tornando o tráfego mais fluido.
 
A tecnologia já é amplamente utilizada em países europeus e tem apresentado resultados positivos. Um estudo do Departamento de Energia do Politecnico di Milano, na Itália, apontou redução de até 79% nas filas em rodovias que adotaram o sistema.

No Brasil, o Free Flow já foi implementado em trechos de São Paulo e agora começa a avançar também no Paraná. Para o Transporte Rodoviário de Cargas, responsável por movimentar cerca de 65% de tudo o que é produzido no país — o modelo representa uma oportunidade de modernizar a cobrança de pedágio e ampliar a eficiência logística.
 
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) acompanha de perto a implementação da tecnologia e avalia que o sistema tende a trazer ganhos importantes para a operação logística nas rodovias da região.

A eliminação das paradas em praças de pedágio contribui para reduzir congestionamentos, melhorar o fluxo nas rodovias e otimizar o deslocamento de cargas em corredores estratégicos de transporte.
 
Para o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, a adoção do Free Flow representa um avanço relevante na modernização da infraestrutura rodoviária.

“O sistema elimina interrupções no fluxo de veículos e permite que o transporte mantenha uma velocidade média mais estável. Para a logística, isso significa mais previsibilidade nas operações, melhor aproveitamento da frota e maior eficiência no planejamento das viagens”, afirma.

Além de melhorar a fluidez nas rodovias, o novo modelo também pode gerar benefícios operacionais para as transportadoras. De acordo com o SETCEPAR, com menos paradas e retomadas de velocidade, há redução no consumo de combustível e menor desgaste de componentes dos veículos, como freios e pneus, fatores que impactam diretamente os custos de operação do transporte rodoviário.
 
Segundo Kasnodzei, esses ganhos operacionais se refletem também em benefícios ambientais e na eficiência do sistema logístico como um todo.

“Quando o veículo consegue manter o fluxo contínuo na rodovia, reduzimos consumo de combustível, emissões de poluentes e desgaste mecânico. Isso melhora a eficiência da operação e contribui para um transporte mais sustentável”, destaca.

A implantação do Free Flow também traz um novo modelo de cobrança, baseado no trecho efetivamente percorrido pelo usuário, o que pode tornar o sistema mais equilibrado ao longo do tempo. A expectativa do setor é que, com a expansão do modelo para outras rodovias, haja maior racionalidade na cobrança e melhor distribuição dos custos logísticos.
 
Para o presidente do SETCEPAR, o período inicial de implantação exige adaptação dos usuários e ajustes operacionais, algo natural em processos de modernização tecnológica.

“Toda mudança estrutural passa por um período de adaptação. O importante é que o sistema evolua com transparência, segurança jurídica e comunicação clara com os usuários. Com o amadurecimento do modelo, o Free Flow tem potencial para se consolidar como uma solução moderna e eficiente para o sistema de pedágio brasileiro”, conclui.

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