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Mês do Consumidor: o que o varejo pode aprender?

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Foto: MART PRODUCTION/pexels

Em março, é comemorado o Mês do Consumidor – mais especificamente, no dia 15. A data tem o objetivo de chamar a atenção para os direitos dos consumidores, além de representar sua importância para o crescimento dos negócios.

No varejo, por exemplo, a boa experiência que um cliente pode ter eleva as chances de ele retornar à loja após a compra. É um processo de fidelização, que tem recebido cada vez mais destaque.

Diante de um período em que promoções no físico e no digital ganham força, o que os varejistas podem aprender para impulsionarem de vez as vendas do próprio negócio? De antemão, é necessário observar o comportamento dos consumidores.

Como toda data comemorativa, eles estão sempre atentos nos benefícios que podem ter durante as compras, o que não é diferente nesse dia.

Percebe-se que a reação dos clientes é imediata: “preciso aproveitar as promoções o quanto antes para não gastar muito lá na frente”. Um pensamento comum e que define a maioria dos perfis dos compradores. No entanto, o empreendedor tem que focar em outros detalhes.

Enquanto os clientes se conectam às vantagens imediatas, o varejista deve idealizar para além da data, planejando os próximos passos para reter aquele público no seu campo de visão. Assim, a ideia da fidelidade volta à tona.

Mais que voltar-se para o futuro, a meta é mudar o pensamento do consumidor também. O objetivo é fazer com que o usuário compreenda o valor que o estabelecimento e os produtos podem exercer em sua trajetória pessoal.

A loja tem a capacidade de se tornar, por exemplo, um local de “fuga da realidade” para o cliente. Com ambientes personalizados, o lugar passa de ponto de compra para um espaço de encontro, de lazer e, até mesmo, de comunidade entre os consumidores.

Com a data, o varejo pode aprender a entender cada vez mais o desejo de quem está do outro lado do balcão. O cliente mudou, e a experiência passou a fazer total diferença durante um atendimento. A construção de uma relação sólida em vez de simples vendas imediatas são primordiais para estimular o interesse frequente dos usuários, além de não transformar todo o trabalho em serviços de “vendas automáticas.

A identificação de padrões também ajuda. O varejista deve analisar o que chama atenção, aquilo que de fato gera conversão e também o que acaba sendo ignorado. E é sempre importante frisar: o tratamento adequado e inovador não deve ser apenas no mês de março, mas sim um projeto de longo prazo, que quer ter uma proximidade fortificada com o consumidor e em constante ascensão.

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Erlon Labatut é consultor associado à ABF – Associação Brasileira de Franchising, administrador pela UFPR e Mestre em Eng. Industrial pela UTFPR. Possui larga experiência em múltiplas áreas: mais de 50 empresas atendidas. Erlon possui mais de 20 anos de atuação no setor de negócios e varejo, sendo 14 destes dedicados totalmente ao franchising – sendo uma das maiores autoridades do setor no país. Atuou como coordenador do curso de franchising da ISAE-FGV e também como coordenador do Empretec.

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