Economia PR - Empreendedorismo feminino cresce 33% em 10 anos

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Empreendedorismo feminino cresce 33% em 10 anos

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Foto: Divulgação Hiléia

O avanço do empreendedorismo feminino tem se consolidado como um dos motores mais relevantes de transformação econômica no Brasil.

Dados do Relatório Técnico Sobre Empreendedorismo Feminino, divulgados em 2024 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), apontam que mais de 10 milhões de empreendedores no país são mulheres — um crescimento de 33% nos últimos dez anos.

O número evidencia não apenas a ampliação da presença feminina no ambiente de negócios, mas também a força de um movimento que ganha ainda mais visibilidade em março, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

O cenário se confirma também nos dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2024), que revelam uma expansão significativa da participação feminina tanto no empreendedorismo inicial quanto no estabelecido.

Entre os negócios em fase inicial, a taxa de mulheres cresceu 26%; entre os empreendimentos já consolidados, o avanço foi de 22%. O levantamento também destaca maior inclusão de mulheres com mais de 55 anos, pessoas com ensino fundamental completo e renda de até um salário-mínimo na chamada “porta de entrada” do empreendedorismo.

Os números reforçam uma tendência: cada vez mais mulheres encontram no próprio negócio uma alternativa para geração de renda, autonomia financeira e realização pessoal. Segundo o GEM, 71,1% das mulheres empreendedoras apontam a escassez de empregos como principal motivação para abrir um negócio.

57,3% destacam a construção de patrimônio como fator decisivo. Além disso, quase metade afirma ser movida pelo desejo de “fazer a diferença no mundo”.

O estudo também revela particularidades importantes. As mulheres são 5% mais propensas do que os homens a priorizar metas ambientais e sociais em detrimento de objetivos puramente econômicos, o que as posiciona como protagonistas na agenda de sustentabilidade.

Por outro lado, são quase 50% mais propensas a descontinuar seus negócios por motivos familiares ou pessoais, evidenciando o desafio de conciliar a vida empreendedora com as responsabilidades domésticas e de cuidado.

É nesse contexto que iniciativas de apoio ganham relevância estratégica. Mais do que incentivar a abertura de empresas, torna-se fundamental oferecer estrutura, capacitação, conexões e oportunidades reais de crescimento. Ecossistemas de apoio ao empreendedorismo feminino têm se mostrado essenciais para transformar intenção em resultado.

Um exemplo é a Hiléia, fundada pelas empresárias Luciana Burko, Sandra Pedroso e Veridiana Pluscheg, em Curitiba. A plataforma nasceu com o propósito de criar uma “rede viva” de transformação para mulheres empreendedoras, conectando conhecimento, experiências e oportunidades de negócio.

O modelo de atuação da Hiléia é baseado em formação, cooperação e sinergia entre mulheres e seus negócios. A proposta vai além do networking tradicional: trata-se de fomentar conexões estratégicas que gerem resultados concretos.

“Trabalhamos para que as mulheres tenham condições de gerar renda e conquistar uma vida com mais autonomia e propósito por meio do conhecimento e da ajuda mútua”, explica Luciana Burko, diretora de Estratégias de Negócios e Comunicação da Hiléia.

A lógica da colaboração e do fortalecimento coletivo dialoga diretamente com os dados apresentados pelo GEM. Se, por um lado, muitas mulheres ingressam no empreendedorismo por necessidade, por outro, elas também demonstram forte compromisso com impacto social e sustentabilidade.

Ao oferecer capacitação e acesso a mercados, ecossistemas como a Hiléia ampliam as chances de que esses negócios não apenas sobrevivam, mas prosperem de forma estruturada.

Março, tradicionalmente marcado por debates sobre igualdade de gênero e protagonismo feminino, torna-se, portanto, um momento oportuno para refletir sobre políticas públicas, iniciativas privadas e redes de apoio que fortaleçam o empreendedorismo liderado por mulheres.

O crescimento expressivo da participação feminina no ambiente de negócios sinaliza avanços, mas também revela desafios persistentes, especialmente no que diz respeito à sobrecarga de responsabilidades e à necessidade de suporte contínuo.

“Impulsionar o empreendedorismo feminino significa investir no desenvolvimento econômico e social do país. Quando mulheres empreendem, elas geram emprego, renda e inovação — muitas vezes com olhar atento às demandas ambientais e comunitárias. Ao conectar mulheres, compartilhar conhecimento e criar oportunidades reais de expansão, plataformas como a Hiléia contribuem para que esse movimento se consolide de forma sustentável”, destaca a porta-voz do ecossistema, Luciana Burko.

Com o objetivo de somar forças e ampliar a força do empreendedorismo feminino no Paraná, o Ecossistema Hiléia será lançado na próxima terça-feira, 24 de março, em Ponta Grossa.

De acordo com Luciana Burko, diretora de Estratégias de Negócios e Comunicação da Hiléia. “trata-se de um evento pensado para mulheres que desejam ampliar conexões, gerar oportunidades e fortalecer seus negócios”.

Na programação, palestra sobre Networking e Conexão com Luciana Burko; Talkshow com empresárias referência no mercado, Rodada de negócios para gerar novas parcerias, Expositores com marcas e soluções para empreendedoras e uma Caravana de empresárias de Curitiba, fortalecendo ainda mais as conexões.

O evento em Ponta Grossa inaugura uma nova fase do projeto, chamado Hiléia pelo Brasil e é pensado para mulheres empreendedoras, autônomas e profissionais liberais, interessadas em ampliar networking, aprender novas estratégias e encontrar oportunidades de negócio.

Muito mais do que uma simples rodada de negócios, o ecossistema Hiléia dispõe de uma plataforma exclusiva e pioneira no Brasil direcionada ao público feminino.

Lançado recentemente, em novembro de 2025, tem como meta promover a capacitação profissional para as mulheres que desejam empreender, fortalecer o próprio negócio, ampliar a rede de contatos, descobrir novas formas de crescer no mercado e transformar suas realidades por meio do conhecimento.

Além da plataforma, o ecossistema disponibiliza um aplicativo, o Somos Hiléia, que está disponível para download nos sistemas Android e iOS. Essa ferramenta tecnológica oferece funcionalidades práticas como clube de descontos, carteirinha de identificação e acesso facilitado a um hub de soluções presenciais e digitais na palma da mão.

Fundada pelas empresárias Luciana Burko, Sandra Pedroso e Veridiana Pluscheg, a Hiléia nasceu em Curitiba com o propósito de criar uma “rede viva” de transformação para as mulheres empreendedoras e gerar resultados práticos.

O modelo de negócio é baseado em planos de adesão (Básico, Intermediário ou Fornecedor) que permite aos usuários acessar treinamentos presenciais, remotos e híbridos; participar de visitas técnicas a indústrias e em missões empresariais.

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