É histórico, é orgânico e faz parte dos ciclos mundiais.
De tempos em tempos surge um novo império e potência mundial.
Seja por influência militar, econômica, política ou cultural, tivemos o Império Egípcio, Persa, Império Macedônico e Romano. Não me lembrei de todas as aulas de história, então pesquisei que na Idade Média, também houve o Império Bizantino, Islâmico, Carolíngio, Mongol e Otomano.
A partir do século XV, com as grandes navegações e colonizações, foi a era de Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Países Baixos. Depois, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia, Estados Unidos e Japão. No século XXI são consideradas potências, principalmente, a China, os Estados Unidos e a Rússia.
Assim como mudam os países, o conceito de “potência mundial” também muda com o tempo. Houve períodos de domínio territorial e militar. Hoje, só se fala em inteligência artificial, tecnologia, controle do povo por meio das redes, internet, robôs, etc. Tem também o poderio militar e a influência econômica.
Sem analisar a geopolítica, acredito que teremos ainda muitos conflitos para obter a maior quantidade de dados das pessoas, o que também é uma forma de dominação e aparece mais difusa na geografia.
Atualmente, a China ocupa posição de destaque como uma potência pela sua crescente economia, recursos tecnológicos, influência, investimento global e também consumo interno.
E, daqui a alguns anos, depois dos conflitos atuais e novas configurações geopolíticas, qual será a próxima potência mundial?
Minha aposta é no Brasil.
Mas não estou falando em virar uma potência energética verde, em industrializar recursos minerais ou produtos das florestas e em monetizar a biodiversidade. Eles não serão suficientes sozinhos.
A principal escassez da atualidade e também do futuro é saúde mental e ar puro. Qualidade de vida, tempo, silêncio, conexão com a natureza, experiências autênticas. Em um mundo acelerado, hiperconectado e saturado de estímulos, esses elementos deixam de ser apenas desejos e passam a ser ativos valiosos.
É ter a capacidade de fazer movimentos de introspecção, de conhecer os próprios sentimentos, sentir mais os sabores e cheiros. São as experiências, oxigenar o corpo e a cabeça. É questão de sobrevivência de nós mesmos e da espécie.
Os sinais já estão aí: aumento dos índices de ansiedade e depressão, busca crescente por equilíbrio, valorização de estilos de vida mais saudáveis, consumo de experiências em vez de bens.
Todas estas questões atuais, que são tratadas como idealizações, já indicam esta tendência. Qual outro canto do planeta consegue fornecer esses “bens” tangíveis e intangíveis em uma área tão grande?
O Brasil.
Preparem-se. Seremos a próxima potência mundial.