Economia PR - Intenção de consumo das famílias paranaenses segue em alta moderada

Intenção de consumo das famílias paranaenses segue em alta moderada

Foto: freepik

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Paraná, pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, registra março de 2026 como o nono mês consecutivo de aumento da disposição de compras em todas as classes econômicas no estado, alcançando 96,3 pontos, dentro de uma escala que varia de 0 a 200 pontos.

Pela metodologia, resultados abaixo de 100 indicam insatisfação, enquanto índices acima dessa marca refletem maior confiança e disposição para consumir. 

Mesmo estando abaixo da média nacional (104,6 pontos), os números do estado seguem uma crescente moderada desde junho de 2025, quando foram registrados 87,9 pontos. Embora a sequência seja positiva, o indicador segue abaixo da linha de satisfação, evidenciando um comportamento ainda cauteloso por parte dos consumidores.

Na comparação mensal, o ICF apresentou alta de 0,8%, reforçando a tendência de melhora moderada, porém consistente. O avanço tem sido sustentado principalmente por indicadores ligados ao mercado de trabalho, como a percepção sobre o emprego atual (113,6 pontos) e a perspectiva profissional (104,7 pontos), que seguem em níveis positivos.

Mesmo com a recuperação gradual, o índice permanece abaixo da zona de satisfação há um período prolongado – o mais longo da série. A última vez que o consumidor paranaense demonstrou satisfação foi em março de 2024, quando atingiu 103 pontos.

Apesar da variação mensal ter apresentado queda de -0,7%, o item Renda Atual é o de maior otimismo por parte dos paranaenses, chegando a 144,2 pontos em março deste ano.

Enquanto para o Brasil o principal fator de otimismo é o item Momento para Compra de Bens Duráveis, que atingiu 74,9 pontos, com crescimento mensal de 1,9%, no Paraná foi o de maior queda se comparado com o mês anterior (-2,5%), chegando a 65 pontos.

Por outro lado, fatores como o acesso ao crédito e a percepção sobre o momento para aquisição de bens duráveis continuam pressionando o índice. Mais da metade dos consumidores (50,6%) considera que está mais difícil obter crédito do que há um ano, enquanto 62,6% avaliam que este não é um bom momento para a compra de bens duráveis.

A perspectiva de consumo também reforça o cenário de cautela: 50,8% das famílias acreditam que irão consumir menos nos próximos meses.

O levantamento mostra ainda diferenças relevantes por faixa de renda. Entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o índice atingiu 107,5 pontos, indicando satisfação. Já entre aquelas com renda de até 10 salários mínimos, o ICF ficou em 93,9 pontos, evidenciando maior restrição orçamentária e menor confiança.

De maneira geral, o cenário aponta para uma recuperação gradual da confiança, ainda limitada por incertezas econômicas e condições financeiras mais restritivas. O comportamento do consumidor paranaense segue marcado pela prudência, com avanços pontuais, mas sem retorno ao nível de satisfação observado até o início de 2024.

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