O mercado de trabalho brasileiro inicia 2026 com indicadores históricos, mas reforça um abismo estrutural: a escolaridade continua sendo o divisor de águas entre a estabilidade e a vulnerabilidade econômica.
Segundo dados recentes da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação entre quem possui nível superior completo caiu para apenas 3%, menos da metade do índice registrado entre quem possui apenas o ensino médio (6,9%).
O relatório Education at a Glance 2025, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revela outro dado sobre o cenário nacional: o Brasil é um dos países em que o diploma gera o maior valor financeiro.
O “prêmio salarial” para graduados chega a 148% acima da média de quem parou no ensino médio, superando vastamente a média dos países membros da OCDE, de 54%.
Apesar do alto retorno financeiro, o acesso e a permanência ainda representam obstáculos críticos. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e a OCDE apontam que apenas 24% dos jovens brasileiros (25 a 34 anos) têm diploma universitário — metade da média global.
Além disso, o Brasil enfrenta uma das maiores taxas de evasão no primeiro ano do ensino superior do mundo: 25% dos alunos abandonam a faculdade antes do segundo ano, muitas vezes por falta de perspectiva prática e financeira.
Neste contexto de alta valorização do diploma, mas de grande risco de abandono, o Paraná surge como referência. Com a segunda maior taxa de jovens no ensino superior do país, o estado é berço de soluções que visam reduzir o risco para os estudantes.
A Faculdade Donaduzzi, que integra o ecossistema de inovação Biopark, em Toledo, tornou-se um case nacional ao inverter a lógica da responsabilidade acadêmica.
Por meio de um modelo de “Garantia de emprego ou mensalidade zero”, a instituição assegura que o aluno seja inserido no mercado de trabalho ou que o custo de sua formação seja assumido pela própria faculdade.
“O cenário nacional demonstra que o diploma continua sendo um ativo valioso, porém muitos estudantes hesitam em investir anos em uma formação cujo retorno não é imediato. Ao integrar empregabilidade e aprendizagem desde o início da graduação, conseguimos eliminar essa insegurança em nossos alunos”, afirma Dayane Sabec, gerente acadêmica da instituição.
O diferencial do modelo paranaense reside na conexão direta com o setor produtivo. Enquanto a média nacional de estágios formais ainda é baixa, instituições como a Donaduzzi integram o estudante ao ecossistema empresarial desde os primeiros semestres.
“Fazemos parte de um ecossistema que conecta educação, ciência e empresas. Esse compromisso com resultados é coerente com a visão de transformar conhecimento em oportunidades reais”, destaca Paulo Rocha, vice-presidente do Biopark.
Os índices falam por si: mais de 90% dos alunos estão empregados ou em estágio desde o primeiro ano da graduação.
Especialistas indicam que o futuro do ensino superior no Brasil passará pela EOR (Educação Orientada por Resultados). Com o desemprego geral em queda, a disputa agora é por talentos qualificados em áreas estratégicas, como STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e Saúde, nas quais as taxas de ocupação no Brasil já superam 90%.
Fundada em 2016, a Faculdade Donaduzzi nasceu com o propósito de enfrentar essa falta de mão de obra especializada nas Ciências da Vida e de integrar teoria e prática em um único ambiente.
Em 2021, com a formatura das primeiras turmas, a faculdade conquistou nota máxima (5) no credenciamento do Ministério da Educação (MEC). Hoje, mais de 80% dos cursos são reconhecidos pelo MEC com nota máxima, consolidando a instituição entre as melhores do Brasil.