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PMEs: crescer no digital exige mais do que estar online

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PME digital online Economia PR
Foto: Divulgação

O crescimento das pequenas e médias empresas nos últimos anos tem uma característica em comum: ele acontece, cada vez mais, no ambiente digital. No Paraná, segundo dados do IBGE e do Sebrae, cerca de 99% das mais de 1,2 milhão de empresas ativas são micro, pequenas e médias.

Responsáveis pela maior parte da geração de empregos no setor privado do estado, mais de 90% dessas empresas já utilizam a internet em suas atividades, de acordo com uma pesquisa TIC Empresas, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o que evidencia o grau de dependência da conectividade para o funcionamento cotidiano de cada negócio.

Esse cenário ajuda a explicar por que a digitalização deixou de ser um projeto paralelo para se tornar parte central da operação das PMEs. Dados do comércio eletrônico indicam que as vendas online de pequenas empresas cresceram mais de 1.200% nos últimos cinco anos, saindo de um mercado marginal para se consolidar como um dos principais motores de faturamento do segmento.

Esse avanço não é um fenômeno isolado: ele reflete uma transformação estrutural na forma como as PMEs se posicionam, competem e crescem. Ou seja, não se trata apenas de vender pela internet, mas de operar, escalar, atender clientes, gerir dados e tomar decisões em tempo real.

Mas o mesmo movimento que amplia oportunidades também eleva o nível de exigência. Estar online não é sinônimo de estar preparado. À medida que as PMEs avançam no digital, aumentam também as demandas por infraestrutura, estabilidade e segurança. Quando falham, esses fatores deixam de ser problemas técnicos e passam a impactar diretamente o caixa, a reputação e a continuidade da operação.

Conectividade como decisão estratégica, não como commodity

Durante muito tempo, conectividade foi tratada como um item operacional, quase invisível. Hoje, ela se consolidou como uma decisão estratégica.

Sistemas em nuvem, meios de pagamento, e-commerce, ERPs, atendimento digital e modelos de trabalho híbrido dependem de conexões estáveis, rápidas e confiáveis. Qualquer instabilidade deixa de ser um incômodo técnico para se traduzir em perda de produtividade, falhas no atendimento e oportunidades desperdiçadas.

Esse cenário é ainda mais relevante em estados como o Paraná, onde o ecossistema de PMEs é diverso, distribuído entre centros urbanos e regiões produtivas, e fortemente integrado a cadeias de comércio, serviços, agroindústria e logística.

A competitividade dessas empresas está diretamente ligada à qualidade da infraestrutura digital disponível e à capacidade de sustentar operações cada vez mais dependentes de conectividade.

Mais do que velocidade, o que está em jogo é previsibilidade. Uma PME precisa saber que sua operação vai funcionar nos horários de pico, que seus dados estarão acessíveis e que seus clientes terão uma boa experiência. Conectividade ruim hoje não é apenas lentidão: é risco.

Segurança digital: o crescimento traz novas vulnerabilidades

O outro lado desse avanço é menos visível, mas igualmente crítico. Quanto mais digitalizada a operação, maior a exposição a ameaças cibernéticas. Pequenas e médias empresas já figuram entre os principais alvos de ataques justamente por, muitas vezes, não contarem com estruturas robustas de proteção. 

A digitalização acelerada ampliou o volume de dados sensíveis circulando nas PMEs – como informações financeiras, operacionais e de clientes.

Sem políticas mínimas de segurança, rotinas de backup e monitoramento adequado, uma falha pode paralisar a empresa por dias ou comprometer definitivamente sua credibilidade no mercado. A maturidade digital das PMEs passa, necessariamente, por enxergar tecnologia como infraestrutura de negócio e não como custo acessório.

Com a digitalização cada vez mais consolidada como base das operações empresariais, as empresas que compreenderem esse movimento mais cedo terão vantagem competitiva.

As que tratarem conectividade e segurança como decisões estratégicas estarão mais preparadas para crescer com eficiência, resiliência e confiança. E, no fim, é exatamente isso que sustenta o desenvolvimento econômico de forma consistente, de baixo para cima.

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Diretor Comercial da Ligga Telecom, tem mais de 25 anos de experiência em vendas, atendimento ao cliente, tecnologia e liderança nos setores de Serviços e Telecom.

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