Pesquisar

Pujança econômica torna Paraná alvo de ataques hackers

pujanca economica economiapr
Foto: Divulgação

O Paraná tem uma economia sólida e diversificada que está entre as maiores do país, com forte destaque para o agronegócio, líder na produção de grãos, e uma indústria relevante que reúne polos nos setores automotivo, papel e celulose, químico, farmacêutico, metalmecânico e de tecnologia, concentrados sobretudo na Região Metropolitana de Curitiba e nos Campos Gerais.

O cenário altamente favorável também faz do estado um dos principais alvos de hackers no Brasil.

Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, empresa que é referência nacional em segurança cibernética para infraestruturas críticas, explica que, por conta do perfil econômico robusto e diversificado com polos industriais, cadeias do agronegócio, hubs logísticos, cooperativas financeiras e um setor de serviços altamente digitalizado, o Paraná se tornou um alvo bastante desejado pelos atacantes.

“O estado ocupa hoje uma posição de destaque no radar dos hackers, que veem no alto volume de dados sensíveis, transações eletrônicas e sistemas interconectados uma oportunidade estratégica para ataques cibernéticos com elevado potencial de impacto financeiro e operacional”, detalha. 

Em 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Timeout cumprindo mandados judiciais contra um grupo criminoso responsável por ataques cibernéticos contra sites de instituições paranaenses públicas e privadas. Entre os alvos afetados estariam sistemas ligados ao Poder Judiciário, universidades públicas e empresas estatais cuja instabilidade operacional causou prejuízos à prestação de serviços à sociedade.

Marcelo detalha que os ataques, de modo geral, são motivados principalmente por ganhos financeiros, como sequestro de dados, fraudes e extorsões, além do roubo de informações sensíveis com alto valor no mercado ilegal.

“Também há interesses em espionagem econômica e industrial, sabotagem de sistemas para interromper operações críticas, ações de cunho político ou ideológico e ataques exploratórios, usados para mapear vulnerabilidades e preparar investidas mais sofisticadas contra instituições públicas e privadas”, diz.

A TI Safe realiza na quarta-feira (11/3), às 19h, na Livrarias Curitiba do Park Shopping Barigüi (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Campina do Siqueira, Curitiba – PR), a noite de autógrafos do novo livro da empresa intitulado Segurança cibernética de sistemas ciberfísicos: resiliência, conformidade e defesa cibernética em infraestruturas críticas conectadas, voltado à proteção de ambientes industriais, urbanos e infraestruturas críticas cada vez mais digitalizados.

O evento é aberto a profissionais de tecnologia, indústria, energia, infraestrutura e segurança da informação.

Escrito por Marcelo Ayres Branquinho, CEO da TI Safe, e Thiago Braga Branquinho, CTO da companhia, o livro propõe uma abordagem prática e estratégica para projetar, proteger e operar sistemas ciberfísicos (CPS) em um cenário marcado pela convergência entre automação, IoT, 5G, computação em nuvem, edge computing e inteligência artificial. Publicado pela Alta Books, conta com 504 páginas e já está em pré-venda na Amazon.

A obra conecta conceitos de resiliência operacional, conformidade regulatória e defesa cibernética ao que efetivamente acontece no campo operacional.

“Ela nasceu da necessidade de traduzir a segurança cibernética de sistemas ciberfísicos para a realidade do campo operacional. Hoje, não estamos mais falando apenas de TI ou de automação isoladamente, mas de ambientes altamente interconectados, que sustentam fábricas, cidades inteligentes e infraestruturas críticas. O objetivo é auxiliar empresas a proteger operações essenciais em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas”, afirma Marcelo Branquinho.

Thiago Branquinho destaca que o mundo verá em 2026, mais do que nunca, ataques cibernéticos automatizados, adaptativos e orquestrados por inteligência artificial.

“Entramos definitivamente na era da IA defensiva. Defender infraestruturas críticas com processos manuais ou modelos estáticos não é mais suficiente. Neste novo livro, mostramos como a IA pode e deve ser usada para ampliar visibilidade, antecipar ameaças e fortalecer a resiliência de sistemas ciberfísicos, sem perder aderência às normas e à realidade operacional. A segurança precisa evoluir na mesma velocidade da tecnologia que sustenta o mundo físico”, diz.     

Compartilhe

Leia também

Comércio faciap escala Economia PR

Comércio será um dos setores mais atingidos por mudanças na jornada

Relatório de Tendências indústria Economia PR

Relatório de Tendências impulsiona agenda para lideranças da indústria

Copel região Oeste Economia PR

Copel apresenta investimentos e reforça parcerias no Oeste