Representantes da Copel se reuniram em Cascavel, na última sexta-feira, com prefeitos e produtores rurais para ouvir as demandas regionais e apresentar as ações e investimentos da companhia no Oeste do Paraná. A reunião aconteceu na Associação dos Municípios de Oeste do Paraná (AMOP) e contou com a presença de 30 prefeitos.
Atualmente, a rede de distribuição da Copel na região da AMOP atende 672 mil consumidores em 58 municípios, com uma estrutura que inclui 49 subestações e cerca de 19,5 mil quilômetros de rede elétrica.
O superintendente Comercial da Copel, Breno Castro, e o gerente executivo de Base de Campo no Oeste, Carlos Eduardo Galina, apresentaram as ações que já estão acontecendo na região e os investimentos previstos.
Entre as obras estruturantes previstas, estão novas subestações e ampliações de outras unidades em pontos estratégicos da região com o objetivo de fortalecer a capacidade do sistema elétrico. As obras fazem parte de um planejamento estratégico voltado à melhoria dos indicadores de continuidade do fornecimento de energia, beneficiando diretamente os consumidores da região.
No novo ciclo de investimentos que começa em 2026, estão programadas obras em subestações que somam mais de R$ 390 milhões.
Entre os principais projetos está a implantação de uma nova subestação entre Nova Guairá e Palotina, com investimento estimado em R$ 109,4 milhões.
Também estão previstas novas estruturas em Toledo (R$ 67,2 milhões), Cascavel (R$ 65,9 milhões) e Foz do Iguaçu (R$ 52,2 milhões), além de unidades em Concórdia do Oeste / Dez de Maio – Toledo (R$ 15,1 milhões) e Quatro Pontes / Novo Sarandi – Toledo (R$ 16,8 milhões).
O plano inclui ainda a ampliação de subestações existentes, como em São Miguel do Iguaçu, com investimento de R$ 33,6 milhões, além de melhorias nas estruturas de Toledo / Bragantina (R$ 16,8 milhões) e Marechal Cândido Rondon-Quatro Pontes (R$ 17,7 milhões). Essas intervenções são fundamentais para acompanhar o crescimento da demanda por energia e garantir maior estabilidade no abastecimento.
Além das subestações, o planejamento contempla obras de redes previstas para 2026, que somam mais de R$ 40 milhões em investimentos. Entre as ações estão projetos de reforço do sistema elétrico, com substituição de cabos e alterações de traçado, totalizando R$ 9,4 milhões e cerca de 450 quilômetros de redes modernizadas.
Também estão previstas obras de ampliação da rede elétrica, com a implantação de novas redes e alimentadores, que representam investimento de R$ 13,3 milhões e a construção de aproximadamente 853 quilômetros de novas estruturas.
Outro destaque do programa é a modernização tecnológica do sistema, com a instalação de equipamentos automatizados, incluindo religadores automáticos e reguladores de tensão. Essa etapa receberá R$ 20,5 milhões em investimentos, com a instalação de mais de 240 equipamentos, permitindo respostas mais rápidas a eventuais interrupções e maior eficiência na operação da rede.
Com esse conjunto de obras, o sistema elétrico regional ganha em robustez, capacidade de atendimento e modernização tecnológica, acompanhando o desenvolvimento econômico e urbano do Oeste do Paraná e garantindo mais segurança e qualidade no fornecimento de energia para a população e para o setor produtivo.
Equipes da companhia realizaram intervenções em mais de 12 mil quilômetros de rede, além de ações intensivas de manejo de vegetação, uma das principais causas das interrupções no fornecimento.
Nos últimos anos, foram abertas mais de 9 milhões de metros quadrados de faixas de segurança e realizadas 235 mil podas de árvores em áreas urbanas. A vegetação, somada a fatores climáticos, é uma causa relevante do número de desligamentos de energia.
Nos últimos anos, a região Oeste do Estado tem registrado episódios climáticos de grande impacto, que causam estragos severos nas redes de energia.
Um exemplo foi a ocorrência de um tornado em Rio Bonito do Iguaçu, além de um dos maiores temporais já registrados na região, no mês de setembro, período que marca o início da primavera. Nessa época do ano, a combinação de calor e chuva favorece a formação de ventos fortes, que podem comprometer redes de distribuição e transmissão de energia.
No meio rural, a empresa destaca o crescimento da demanda por energia elétrica, impulsionado principalmente pela expansão das atividades agroindustriais. Setores como a avicultura e a piscicultura têm elevado o consumo em determinados períodos do dia, o que exige planejamento constante da infraestrutura energética. Para acompanhar esse crescimento, a Copel mantém um plano contínuo de investimentos e planejamento da rede, com projeções de demanda para os próximos dez anos. O objetivo é garantir que a infraestrutura acompanhe o desenvolvimento econômico e a expansão urbana e rural nas áreas atendidas.
De acordo com o superintendente Comercial da Copel, Breno Castro, outro ponto de atenção destacado pela companhia é o aumento de cargas nas propriedades rurais sem comunicação prévia à distribuidora.
“A instalação de novos motores, equipamentos ou ampliação de sistemas de geração distribuída, como usinas solares, sem apresentação prévia do projeto à distribuidora, pode gerar oscilações e instabilidade na rede elétrica”, destaca ele.
A Copel orienta que produtores e consumidores comuniquem qualquer ampliação de carga ou alteração nas instalações elétricas, permitindo que a rede seja adequadamente dimensionada e evitando prejuízos ao próprio usuário e aos demais consumidores conectados ao sistema.
A companhia também lembra que adequações nas instalações internas podem contar com linhas de financiamento e apoio técnico de instituições de assistência ao produtor rural, facilitando a regularização e modernização das estruturas elétricas nas propriedades.