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Profissionais de tecnologia miram carreira nos EUA

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Foto: senivpetro/freepik

A possibilidade de construir uma carreira internacional tem se tornado cada vez mais presente na vida de profissionais brasileiros da área de tecnologia.

A combinação entre salários mais altos no exterior, demanda global por mão de obra qualificada e a expansão do trabalho remoto vem incentivando jovens e profissionais experientes a considerarem oportunidades fora do país, especialmente nos Estados Unidos.

Dados de mercado indicam que desenvolvedores de software nos Estados Unidos podem receber entre cerca de US$ 75 mil e mais de US$ 130 mil por ano, enquanto profissionais sêniores frequentemente ultrapassam US$ 150 mil anuais, dependendo da área e da empresa.

No Brasil, levantamentos de consultorias e entidades do setor apontam remunerações médias entre R$ 12 mil e R$ 18 mil mensais para profissionais mais experientes, o que contribui para aumentar o interesse por oportunidades internacionais.

Para o advogado especialista em imigração profissional Murtaz Navsariwala, esse movimento está ligado a mudanças estruturais no mercado de trabalho e na forma como carreiras em tecnologia são construídas atualmente.

“A valorização dos profissionais de tecnologia no mercado internacional não é algo pontual. Existe uma demanda crescente por talentos qualificados e isso faz com que muitos brasileiros passem a enxergar a carreira de forma mais global. É importante entender que a possibilidade de trabalhar nos Estados Unidos não começa no momento de buscar um visto, mas sim nas escolhas feitas ao longo da formação e da trajetória profissional.”

Segundo o advogado, quem tem esse objetivo precisa pensar em planejamento de médio prazo.

“Em muitos casos, estamos falando de um processo que pode levar cerca de cinco anos. Nesse período, o profissional pode fortalecer o currículo com especializações, participação em projetos relevantes, produção técnica, certificações internacionais e experiências que demonstrem impacto real na área.”

De acordo com o advogado, não existe um momento único para iniciar essa construção. Jovens que ainda estão em cursos técnicos podem investir no desenvolvimento do inglês e na criação de projetos práticos.

Universitários podem buscar estágios estratégicos, intercâmbios acadêmicos e participação em iniciativas de inovação. Já profissionais mais experientes tendem a focar em liderança de projetos, atuação em equipes globais e reconhecimento técnico no mercado.

“Cada fase da carreira oferece oportunidades diferentes para quem deseja se posicionar internacionalmente. O mais importante é entender que a construção desse caminho acontece de forma gradual e exige consistência.”

Apesar do interesse crescente, o advogado reforça que não existem garantias automáticas quando o assunto é imigração profissional.

“A carreira internacional é uma possibilidade real para muitos profissionais de tecnologia, mas cada caso precisa ser analisado com cuidado. O planejamento migratório deve considerar a trajetória, as qualificações e os objetivos de cada pessoa.”

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