Economia PR - Brechó e live commerce impulsionam carreira de empreendedora

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Brechó e live commerce impulsionam carreira de empreendedora

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Foto: Divulgação

O crescimento da economia circular e a consolidação do live commerce estão redesenhando o varejo no Brasil, especialmente no segmento de moda e decoração. Impulsionados por mudanças no comportamento do consumidor e pela digitalização das vendas, modelos baseados no reaproveitamento de peças e na interação em tempo real ganham espaço e criam novas oportunidades de empreendedorismo.

Levantamento do SEBRAE aponta que o mercado de produtos de segunda mão vem registrando expansão acima do varejo tradicional, refletindo uma demanda crescente por alternativas mais econômicas e sustentáveis. Ao mesmo tempo, o live commerce, formato que combina transmissão ao vivo com vendas online, apresenta taxas de conversão superiores às do e-commerce convencional, segundo análises da McKinsey & Company.

É nesse contexto que se insere a trajetória da empreendedora Herida Demio. Natural de Belém, ela se mudou para Curitiba há cinco anos e encontrou no segmento de brechós uma alternativa de geração de renda após um período de instabilidade financeira e desafios pessoais.

Antes de empreender, Herida atuava no setor hoteleiro. A entrada no universo da moda aconteceu de forma gradual, a partir da revenda de acessórios. Com o tempo, passou a garimpar peças e estruturou seu negócio com foco em brechó, incorporando as transmissões ao vivo como principal canal de vendas.

“Comecei testando formatos e entendendo o que funcionava. As lives acabaram se tornando o meio de contato com o público e de crescimento do negócio”, afirma.

Com a consolidação das vendas online, a empreendedora ampliou a operação e abriu uma loja física em Curitiba. O espaço, batizado de Desapegue com Herida, está localizado no bairro Mercês e reúne itens de moda feminina, masculina e infantil, além de peças de decoração.

A estrutura marca a evolução do negócio, que hoje opera de forma integrada entre o digital e o presencial. Além de vender peças próprias, Herida também passou a realizar lives terceirizadas para pessoas que precisam vender itens diversos, como em casos de mudança de cidade ou grande volume de desapegos.

Nesses formatos, ela é responsável pela curadoria, apresentação e condução das vendas ao vivo, atuando como parceira no processo.

O modelo combina loja física, presença digital e prestação de serviço, ampliando as possibilidades de monetização e acompanhando uma tendência do varejo mais flexível, baseada em relacionamento direto com o público e múltiplos canais de venda.

Hoje, Herida atua no segmento de moda circular com foco na revenda de peças e na construção de uma audiência digital, em um modelo alinhado à mudança no comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais atento a alternativas de consumo, reaproveitamento e custo-benefício.

A expectativa, segundo especialistas, é de que tanto o mercado de segunda mão quanto o live commerce continuem em expansão nos próximos anos, impulsionados pela digitalização e por uma agenda cada vez mais orientada à redução de desperdícios.

Nesse cenário, iniciativas independentes e modelos mais flexíveis de empreendedorismo tendem a ganhar força, especialmente entre pequenos negócios que utilizam as redes sociais como principal canal de venda e relacionamento.

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