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Maior prédio de Curitiba reforça segurança do trabalho

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Foto: GT Building

A segurança do trabalho ainda é, em muitos canteiros, tratada apenas como uma exigência legal. Em um cenário que pede mudança de postura no setor, os números chamam atenção: segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), 834.048 acidentes de trabalho foram registrados no Brasil em 2024, sendo 64.823 no Paraná.

Dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) revelam que o Estado ocupa a quarta posição no ranking nacional de ocorrências.

No canteiro do OÁS, o maior prédio de Curitiba, essa diretriz ganha forma em soluções que vão além do que preveem as normas regulamentadoras brasileiras. Projetado com 50 andares, a obra é executada pela Thá Engenharia, que registra redução de acidentes em 2026.

O canteiro reúne atualmente a movimentação de 150 profissionais operacionais por dia. Com 179 metros de altura, o edifício está entre os mais altos do Brasil e é 4,7 vezes maior que a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Da proteção de cabos de alta tensão à instalação de passarelas para pedestres, do uso intensivo de sistemas de proteção coletiva ao controle biométrico de acesso de trabalhadores, cada medida reflete um princípio claro da empresa: segurança é inegociável.

“A segurança na Thá Engenharia é inegociável. Acreditamos que a excelência de uma obra é medida, acima de tudo, pela integridade de quem a constrói e de quem circula ao seu redor. Nosso compromisso com a segurança do trabalho transcende o atendimento às normas; ele se materializa em investimentos constantes em tecnologias de proteção coletiva e em uma gestão inteligente do canteiro”, pontua o coordenador de segurança do trabalho da Thá Engenharia, Paulo Roberto Geraldo Filho.

Para garantir um ambiente seguro, a obra conta com um conjunto robusto de sistemas de proteção coletiva. Entre eles estão as plataformas de proteção primária, conhecidas como “bandejões”, instaladas nas etapas iniciais e mais críticas da estrutura.

Compostas por malha de aço e cabos entrelaçados, essas estruturas aumentam significativamente a retenção de materiais e a proteção contra quedas.

Outro recurso é o Sistema U, formado por redes de segurança instaladas na posição vertical, piso a piso, que fecham completamente o perímetro da área em execução. A solução reduz o risco de queda de pessoas e impede a projeção de materiais para fora da edificação.

Já o Sistema V, conhecido como “bolsão”, é aplicado principalmente durante a execução das estruturas de concreto. Conforme a legislação vigente, a borda superior da rede é posicionada a pelo menos um metro acima da área de trabalho, criando uma zona adicional de proteção para os operários.

A modernização dos processos tem papel central nesse modelo. Um exemplo é o sistema eletrônico de entrada de funcionários. Por meio de controle biométrico, a empresa garante que apenas profissionais devidamente treinados, com documentação regularizada e uso correto de EPIs tenham acesso às áreas de trabalho.

A rastreabilidade proporcionada pelo sistema amplia o controle sobre o canteiro e reduz significativamente as chances de falhas humanas relacionadas ao acesso indevido.

Na prática, a segurança também começa pela ordem. A manutenção de padrões rigorosos de limpeza e organização elimina riscos de incidentes causados por obstruções, melhora o fluxo logístico e impacta diretamente a saúde ocupacional e a produtividade das equipes.

“Esse conjunto de medidas evidencia que, na Thá Engenharia, a segurança do trabalho não é tratada como protocolo, mas como parte integrante da engenharia e da cultura construtiva da empresa — um diferencial que se reflete tanto na proteção dos profissionais quanto no cuidado com a cidade ao redor de cada obra”, comenta o diretor de PCP da Thá Engenharia, Gilberto Kaminski.

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