Economia PR - Região Sul mantém baixos índices de roubo de cargas

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Região Sul mantém baixos índices de roubo de cargas

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Foto: pvproductions/freepik

O roubo de cargas no Brasil apresentou queda de 16,7% em 2025, totalizando 8.570 ocorrências em todo o país, segundo levantamento da NTC&Logística. Apesar da retração, os prejuízos seguem elevados, com perdas diretas estimadas em cerca de R$ 900 milhões e impacto total que pode ultrapassar R$ 1 bilhão, mantendo o tema como um dos principais desafios estruturais do transporte rodoviário de cargas.

Nesse cenário, a região Sul se destaca positivamente ao concentrar aproximadamente 3,3% dos registros nacionais, índice inferior à sua relevância logística e econômica. Ainda assim, especialistas destacam que o Paraná deve permanecer no radar da segurança, especialmente por sua posição estratégica como corredor de escoamento de cargas, o que exige atenção contínua e ações coordenadas para manutenção dos níveis de segurança.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a redução dos índices é um sinal importante, mas ainda distante de representar um cenário confortável para o setor.

“Apesar da queda, esse ainda é um tema que nos preocupa muito. Os investimentos em tecnologia e gerenciamento de risco continuam sendo elevados e fazem parte da rotina das empresas para tentar conter o avanço desse tipo de crime no país”, afirma o executivo.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) indicam que, embora o estado mantenha níveis mais baixos em relação a outras regiões, o roubo de cargas segue presente no dia a dia das operações, com registros recorrentes em corredores logísticos e áreas urbanas estratégicas. O cenário reforça que, mesmo com indicadores mais controlados, o problema não está superado e exige vigilância constante.

Nesse contexto, Kasnodzei reforça que a segurança vai além da proteção da carga.

“A principal preocupação continua sendo a segurança dos motoristas e o impacto direto desses crimes na operação. Além disso, as empresas são obrigadas a ampliar constantemente seus investimentos em monitoramento e tecnologia, o que pressiona custos e reduz a competitividade”, destaca.

O setor também aponta que a consolidação da queda nos índices depende de avanços estruturais, como o fortalecimento das forças de segurança, maior integração entre órgãos públicos e endurecimento das penas para crimes de roubo e receptação de cargas. A combinação entre prevenção, inteligência e repressão é vista como essencial para reduzir a atuação de quadrilhas organizadas.

O presidente do SETCEPAR reforça a importância de uma atuação mais robusta e coordenada.

“Precisamos de mais investimento, estrutura e presença do Estado nas rodovias. A boa vontade existe, mas o contingente ainda é insuficiente. Para avançar de forma consistente, é essencial fortalecer o combate ao crime e garantir mais segurança para quem mantém o país em movimento”, conclui Kasnodzei.

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